quarta-feira, setembro 27, 2006

Alvorada (Ale - 27/09/2006)





Encontro-me
Novamente entre o espaço
que reluz da alma

Claro
Mas não em luminosidade

Vago, apenas!

Solto nos ares
Infinitos e azuis
Da vida mansa

Viajando em círculo
Dentro de mim

Percorrendo uma suavidade
Remota, talvez
Porém viva

A isso chamo
Renascer

Lavado pela vida
Dura vida dos sentimentos
Modeladores dos seres

Agora leve
Como água que escorre
No rio constante

Vida, clara
Vida doce,
Viva alma

Faz-me puro,
Límpido como uma gota
Do orvalho da madrugada

Faz-me vivo
Claro como uma luz
Dos olhos da alvorada

Vida rosa
Vida dourada

segunda-feira, setembro 18, 2006

Semente (Ale - 18/09/2006)





Levo-me apenas
Como quem se deixa levar
Por uma brisa leve

E seguindo a direção do mar
Sinto-me livre

Liberdade soprada no vento
Dos meus próprios sentimentos guardados
...aqueles da alma

Uma alma entregue à vida

Viver é descobrir
Na maré das emoções,
Sejam elas caudalosas
ou mesmo tranqüilas,

a beleza contida nas águas

que hora nascem
...gota de orvalho
e hora deságuam
...densa cachoeira

Águas que lavam
limpando sonhos

e matam a sede
de toda alma sedenta

águas que molham sementes
plantadas no chão do meu peito

para que meu coração se transforme
em flor

e espalhe por todo universo
sopradas pela brisa suave
pequenas sementes de amor

sexta-feira, setembro 15, 2006

Às ordens mamãe...(Ale - 15/09/2006)


30 Anos
com uma filha de 10
e muitos planos

inverti a seqüência
do procedimento padrão
priorizei sempre meu coração

Cansei...
Vou estudar e depois disso
Ganhar dinheiro

Fazer jus ao meu nome claro e direto

Obedecer às ordens de minha mãe
Que no ano de 1976
Assim me disse:
Alessandro, (H)enrique...

Enfim, compreendi
o âmago do sofrimento

desobedecia até então
a ordem que me foi dada
naquela ocasião
o dia do meu nascimento

quinta-feira, setembro 14, 2006

Escalada (Ale - 14/09/2006)


Os muros?
Estes não existem
Mera ilusão

Saltei todos eles
Os que me foram apresentados
como empecilhos

Feridas expostas, sim
mas isso é parte do que aparenta ser,
apenas

Cada uma
Uma a uma
Nada mais do que marcas

E o que são marcas?
No fundo, são vida

Aprendizado e experiência
Contida na percepção humana

Alguns deles, dos muros,
tão altos
Distantes da minha insignificância

(Ainda há quem não acredita no amor
Pois saibam, todos
Eis que me fez maior que eu)

E mesmo mantendo minha "desimportância"
Cheguei ao topo de cada um deles

Ora...a queda
Faz-me rir
Outra ilusão marcante

A queda meus amigos
É a principal das marcas

Posto que o chão
Nada mais é
Do que um limite

E o amor, este sim
É infinito

Nada mais lindo
Nem mais tocante
Do que cair por ter amado

Os muros
As marcas
As dores e as feridas

Insignificantes
Diante do amor,
O principal motivo da vida

quarta-feira, setembro 06, 2006

Naturalmente (Ale - 06/09/2006)


Noite...
pálido céu negro

Contraste!

Sim, talvez.
Por hora um frio seco
Por outra...tarde

Um sol aquece o medo
E a luz permanece acesa
Dentro de mim

Abrem-se campos e sonhos
Matam-se flores.

Covardes!

Eis que aqui estou para defendê-las

Pois se não sou mar
Quebro nas praias
E se não as tenho
Hei de nos sonhos,
Um dia, tê-las.

Luz que me abre a vida
Em forma de girassóis
Traga-me aqui
O mais puro céu de azul cristal

Traga-me, apenas
Para dentro de ti

Como tragada a água
em terra seca
como tragada a cor
de uma borboleta azul
pelo olhar da correnteza

que de tanto correr
parece firme
e de tanto amar
joga-se ao mar

em uma forma única
de demonstrar
sua profunda natureza

quarta-feira, agosto 16, 2006

No inverno (Ale - 16/08/2006)


Como se fôssemos continuidade
Fito teus olhos
e nesse exato instante te sinto em mim

inexplicável emoção me brota
como a lágrima que rola a face do abandono
deixo-te sempre

olhar profundo
horizonte das águas entre as montanhas geladas

o frio me cala a boca

tento balbuciar palavras que te soem aos ouvidos
como canção perfeita
acariciando teu sonho mais colorido
mas é inútil

e a manada de cavalos selvagens
pisoteiam meu coração pequeno
diante do que eu mesmo nem sei dizer

corro de mim e fujo de tudo que me causa anseio
inutilmente

porque mesmo depois de correr
do próprio medo

e mesmo depois da angústia do terremoto
da emoção

tudo se cala
tudo se acalma

no fim de tudo
desse tudo imenso que há em mim
só o silêncio

absoluto, claro e eterno

olho adiante
e te vejo inteira
inabalável flor distante

recolho-me nas nuances de suas cores
posto que és primavera
no meu inverno

quinta-feira, agosto 03, 2006

Natureza humana, complexidade simples (Ale-03/08/2006)


O que é a natureza humana? No processo do desenvolvimento, desde quando somos crianças, principalmente quando somos, funcionamos como esponjas, absorvemos e absorvemos. Reflexos; manifestações; Gestos; Jeitos; Estilos; Maneiras; Atitudes; Comportamentos e até formas e maneiras de pensar. O que somos então? Somos realmente o que imaginamos ser? O que é ser? Formamos a personalidade em função do meio que estamos vivendo. Há quem diga que já trazemos coisas em nossa alma que é nossa. Teoria reencarnacionista, mas que não elimina o raciocínio, pois mesmo trazendo coisas de outras vidas, ainda assim são coisas absorvidas por nós. Retrocedendo até a nossa "criação", o que somos? Esse pensamento me faz crer que não há espaço pra ser humano algum ter alguma arrogância de que é alguma coisa muito importante, mas também não me dá o direito de julgar as pessoas arrogantes, posto que assim elas são, pelo meio e pela forma que assimilaram as informações na vida. Diante das circunstâncias, se alguém aparentemente humilde e compreensivo estivesse vivenciado meios em que sua "alma" acumulasse outras informações este continuaria sendo alguém assim? Sim, talvez devido a sua evolução. Mas a evolução também é fruto do que aprendemos, ou não? O que é evolução? As vezes vejo crianças ainda, tão cheias de superioridade e muitas vezes vejo adultos tão cheios de dúvidas tal qual uma criança. Essa é a beleza da vida, as diferenças humanas em busca da unificação. Vaidade é sutil e quase imperceptível e é preciso muita boa vontade para detectá-la, ouso dizer que é preciso muito desapego de si mesmo pra tal percepção. Humildade é a supremacia absoluta de um ser, porém da mesma forma é imperceptível, posto que no momento em que se ousa percebe-la já deixou de ser humildade. E assim, nós, os seres humanos em busca de nos compreendermos e compreendermos a vida e as manifestações de nossa natureza. Amar, talvez seja o melhor caminho, porque é amando que nos percebemos e compreendemos que apesar de não sabermos o que somos, podemos ao menos sermos espelhos que refletem a grande energia movedora do amor, o próprio universo pulsante da vida. Termino esse texto, citando uma frase que considero cabível, de Paulinho da Viola: "Não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar"! Resta-me apenas compreender o movimento do mar e me entregar às suas águas.

quarta-feira, julho 26, 2006

Pra te falar...(Ale - 26/07/2006)


Se eu soubesse como te falar
Aquilo tudo que me faz sentir teu rosto

Se eu soubesse como te mostrar
Que em determinada rua ouço todos os teus passos

Caminho sempre em direção a ti
Muito embora, por muitas e muitas vezes
eu não saiba como te encontrar

então, apenas fico aqui
calado e parado
em mim mesmo

porque aqui, eu sei
você sempre está

Quando me calo,
Percorro cada canto da minha alma
Plantando sonhos

Muito embora, ainda um simples aprendiz

Meu lindo amor
Ah, se eu soubesse
Todas as formas de lhe fazer tão mais feliz

Mas o que move
Um coração que ama
É a mesma força
Que move todo o universo infinito

Por isso sonho
Por isso planto

E é por isso mesmo, que eu não paro
De acreditar
Nesse amor bonito

segunda-feira, julho 17, 2006

Apenas (Ale - 17/07/2006)


Quero antes de tudo poesia
Antes mesmo da vida mundana e suja
Das ruas da hipocrisia

Quero antes do dia a certeza
E antes mesmo da calma que existe no belo
A beleza

Quero antes de tudo
O nada
A bela simplicidade de olhar, apenas

Não quero nem céu nem mar
Muito menos as falsas antenas

Quero antes da informação das horas
O acalanto doce e suave do vento

Não quero o som das guitarras
Não quero mais ler o jornal
Nem as mentiras das previsões do tempo

Só quero o barulho das ondas
Quebrando e quebrando e quebrando
...aqui dentro

sexta-feira, julho 14, 2006

Teu coração, meu mar (Ale - 14/07/2006)


Tenho em seus olhos
Meu norte

O oriente é o brilho
Em seu céu estrelado de sonhos

Navego em suas águas claras
Inteiro e entregue

Por infinitas horas me leva
Por entre a calma de teu sereno

Mar límpido
Suave e tranqüilo

Intensos brilhos de sol
ou de luar

Noitinha de branca prata
Tardinha de fino ouro
Tuas águas são jóias flutuantes

Hora, és forte
Bravio, de caudalosas ondas
Ansiedade e temor percorrem todos os meus sentidos

Medos e pensamentos distantes,
se formam em mim

Sou teu, apenas teu
Vivo de ti
E eis que me recolho em esperanças

me entrego ao sonho
e quando desperto de meu cansaço
és calmaria e brisa leve

meu doce mar
de águas belas

sou todo teu
em minhas veias
tuas águas correm

tu és a fonte
a força e a alma
imensidão

meu lindo mar
meu horizonte azul e belo
quero ser gota de suas águas
no oceano do coração

quarta-feira, julho 12, 2006

Amar a Flor (Ale - 12/07/2006)


"Não sou como a abelha saqueadora, que vai sugar o mel de uma flor e depois de outra flor. Sou como o escaravelho negro, que se enclausura no seio de uma unica rosa e vive nela até que ela feche as pétalas sobre ele e, abafado neste aperto supremo, morre entre os braços da flor que elegeu." (Roger Martin du Gard)

Uma força impulsiona as entranhas da alma.
Como um vulcão que se acorda,
E o peito jorra as emoções profundas.

O corpo, nessa hora é dor.
Ansiedade intensa, como a maré veloz das águas salgadas,
borbulhando olhares e sonhos perfeitos.

Erupção de sensações e pensamentos que forma um todo.
Sentimento!

Nessa hora a dor se expõe,
mas não a dor cruel do sofrimento,
a luz do sentir apenas.

Arranca de minhas camadas,
o gosto da terra úmida e inalcançável
por minhas próprias pernas.

Arremessa das profundezas de um coração,
aquilo que é preciso surgir; Existir; Ser.

Sou, o que de mim aflora.
A consciência da precisão!

Preciso para que eu possa ser
o início de mim mesmo, em vida.
e para que eu seja,
é preciso você.

Como a semente e a seiva
Brota a lágrima
E meu olhar ilumina cada cantinho

Compreendo aqui dentro de mim o amor
Seu sorriso tão lindo, você.
Nada mais que uma flor
Seu calor; seu carinho

segunda-feira, julho 10, 2006

Amor e Luz (Ale - 10/07/2006)


Amar é água
Formas diversas e nenhuma
Adaptação constante e natural

Transformando a alma
Transcendência universal

O Universo ama
Em suas constelações

Corações em pedra
Tomam formas de luz
Modelados pelo amor

Amo sim
Sem dúvida

Formando em mim
Você

Entre as estrelas do meu céu
Sua luz se faz

Eterna e simples
Como a gota
Oceano da energia da vida

Amo sim
Em ti
Ente de luz

quinta-feira, junho 29, 2006

Sentimento Claro (Ale – 29/06/2006)




Sou real quando de mim me ausento
Quando vôo para fora do espaço
Entre o que julgo ser e o tempo

Aquele que chora quando a poesia toca
Ou até mesmo ao tocar do vento

Aquele que ri quando o sonhar desponta
Quando se expande em luz,
Um fio de pensamento

Meu sentimento é minha própria majestade
Autoridade viva

Quando choro também canto

Canto a canto da alma
Vasculho o que há em volta
Mesmo aqui dentro

Nada!

Sensações; Emoções
Enigmas da esfinge
Não finjo

Calo para sentir
E sinto
Amor, tão raro

Meu nada essencial
de tudo que aparento

O sopro de vida enfim
O sonho dentro de mim

Real como o sentimento
Que faz tudo ser tão claro

segunda-feira, junho 26, 2006

Renovando (Ale - 26/06/2006)

A alma agora brinca
A vida? Um enorme campo
Um doce perfume se espalha
No ar revestido de flor

A criança renasce tranqüila
E o sol com nuanças de cores
Reflete o brilho dos olhos
A luz reascende o amor

O vento, agora é suave
Soprando a leve semente
Percorrendo o campo florido

O jardim se renova inteiro
O semblante tão mais verdadeiro
E o campo, tão mais colorido

A vida, o sol e a criança
O campo, o jardim e a cor

O tempo, a fé e a esperança
Unidos na força do amor

quarta-feira, junho 14, 2006

Inspirar você (Ale - 14/06/2006)


Vieste como a brisa da tarde
Beira do mar da alma

Teus olhos são lanças que laçam
Cuja ponta são flores perfeitas
Em sua beleza acesa

Meu coração entregue
Sim, completamente seu
de forma que o infinito se fez inteiro
em uma simples lágrima que brota do amor

formado em gota
penetrando a minha própria vida
suave vida pulsante

A flor que emana sentida,
por dentro do peito agora aberto
Clara e intensa
Com o cheiro da paz

Beijo que transcende a natureza visível
Dominando o espaço
O pequeno espaço que tenho
Entre o nada e você

Elevando-me em sonhos e encantos
Desejos e sentidos, em ti

o amor em nós
unificando olhares e inspiração
como a gota que se uni ao oceano
se tornando mar

segunda-feira, junho 12, 2006

Harmonia (Ale - 12/06/2006)


A Leveza se expande na essência de cada ser
Expandindo o próprio ser no universo de si mesmo
Alimentando de amor cada partícula que constitui a alma

A paz de espírito é o domínio do amor sobre toda sensação
A dúvida, a ansiedade os medos e sofrimentos eliminam-se,
diante da imensidão da força que move o todo

A harmonia das vibrações
Na musicalidade da vida

Eis o amor
Maestro Universal
da orquestra da existência

sexta-feira, junho 02, 2006

O Infindável (Ale-02/06/2006)


Antigas lutas! Guerras vencidas entre tantas batalhas perdidas
Talhar a mim mesmo. Para isso me servem as batalhas.
Foram tantas sob a cortina celeste.
Hora cinza; Hora azul, porém horas e horas e horas...
Longas e demoradas horas

Infindável, a vida se expande em abraços intensos
Idas e vindas...vindas e idas e vindas e vindas
Bem-vinda a vida
Bem-vindo o amor

Os sonhos? Estes são bálsamos
Não há guerra que os elimine,
Ou batalha que os destrua
Os sonhos são como os filhos
Sempre vivos dentro de cada coração sonhador

Há quem diga por aí que se destrói sonhos
Eu porém vos afirmo
Não há quem os elimine
Invencíveis e eternos eles são

Existem sim, sonhadores que abdicam de si mesmos
Em função das desilusões e sofrimentos
Porém há esperança,
a grande defesa da alma que sonha.

Sonho e esperança andam juntos
Eternos companheiros aliados
Incessantes, insistentes e presentes
Sempre! Sim, sempre vivos em cada um
Só é preciso a fé

Sonho, Esperança e Fé
Grandes soldados na luta e na lida
Todos aliados a nós
Instrumentos essenciais, na grande busca
A missão infinita e sagrada de amar

quarta-feira, maio 24, 2006

Felicidade (Poesia dedicada à minha filha) Ale - 24/05/2006


Deus me fez poeta
Mas não para que eu me considere
Apenas pela dor de ser assim

A dor? Sim!

O amor é meu mentor
Meu guia
Meu instrutor primeiro

Pouco importa a gramática
O dicionário ou a caligrafia

A dor e o amor

Estes sim
Verdadeiros autores
Da minha poesia

Onde há o amor,
Lá estarei

A dor? também
Parece até que é minha
Mas não, sei que não é
Que vai comigo,
Sim, isto eu bem sei

Contraditório, não?
Vou ao amor
E levo a dor

E se eu ficasse?
Ah, meus amigos,
Eis a resposta
Se eu ficasse, além da dor
O meu amor também doía

Por isso vou
E a tal da dor, me servirá de inspiração
transformarei em mais amor
Em mais poesia

Até que então, um dia
Somente amor em meu coração

Que Deus conceda
Não ter distância
Só união
Entre o amor e a alegria

segunda-feira, maio 22, 2006

Você, minha vida (Ale - 22/05/06)


.

Fecho os olhos em tua busca
Acompanho o pulsar em meu peito
E percebo o som de seus passos

Cada passo um pulsar
No pulsar um desejo

Suave e leve
Você
Um amor,
um calor e um beijo

Os meus olhos se abrem tranqüilos
Sinto cheiro de flores tão raras
E as cores, já têm novo brilho

Cada brilho, um olhar
Um olhar que me ampara

Suave e leve
Você
Uma luz
de beleza tão clara

E a lágrima, escorre brilhando
E aflora a certeza contida
Coração tão entregue, sonhando

Cada sonho um cantar
cada canto uma nota que vibra

Suave e leve
Você
Minha paz
Minha alma e minha vida


quinta-feira, maio 11, 2006

Minha essência (Ale – 11/05/2006)


Acordo no espaço,
como se deitado em uma estrela distante e fria
O frio? Não o sinto de fato,
posto que meu centro me aquece inteiro

Ao lado te busco e não vejo
Porém em mim
Nem preciso buscar-te
Estais sempre

Como o pulsar da alma
E o sangue que corre nas veias
És tu
Viva e completa

Absoluta?
Talvez! Mas com nuanças de sensações
Plena, porém diversa
Inteira, mas em fagulhas

Tom sobre tom
Música sobre cor

Como melodia misturada em tintas
Pinceladas de notas musicais te formam
Arte em seu esplendor

Vibração e Essência
Emanação de luz e energia do ar
Minha vida

És plena
e intensa,
meu amor

sexta-feira, maio 05, 2006

Caminho do Amor (Ale - 05/05/06)





Tanta força contida em um só peito aberto. Tantas vidas que por mim passaram e todas elas tão intensas. A verdade de mim mesmo, do que sempre sinto, a entrega simplesmente por acreditar que a felicidade é o amor e mais nada, porque dele tudo provém.

Cada vida um sonho de me encontrar. A missão de reerguer a mim mesmo, juntamente com toda alma que então convivi. A luta intensa e constante de fazer do simples ato de viver uma beleza infinita. Um gesto; Um olhar; Um carinho; A real importânica da existência. Eis o que busco e sempre busquei, muito embora em cada vida uma forma, uma maneira de torná-la verdadeiramente viva.

Eis que após longos e demorados anos de lutas intensas e sonhos, como um raio de sol pela fresta você me penetra a alma; Como a sombra da palmeira após longa caminhada sob o calor escaldante de um deserto; Como a música suave após a agitação acelerada de um dia corrido ou como um domingo tranqüilo e aquecido dentro de casa e a chuva lá fora com a melodia da natureza. Você chegou como quem não quer nada e apossou-se de mim por inteiro, de cada partícula que me compõe me refazendo a cada dia em vida, com a força do seu próprio amor, com a flor e a beleza do jardim que colore o ser. Você me dá paz e me eleva ao mundo de amor que quero viver e hoje vivo sem dúvidas, em você.
Encontro assim a minha própria essência, como o espelho diante de mim, refletindo a imagem em tonalidade clara e serena, com a força do carinho e do amor suave.

Entre tantas coisas tão sagradas, uma Rosa no jardim do poeta, dando cor e revivendo a verdadeira poesia do fundo da alma. A poesia do amor

terça-feira, abril 25, 2006

Um só (Ale - 25/04/2006)


Quando a natureza flora
As cores se refazem vivas como agora

Quando o meu amor te chama
A chama de nós dois flameja sobre longas horas

Teu amor é luz que acende o espaço
Das coisas que se fazem claras

Chama que nos chama
Eterno fogo vivo de um coração em vida
Uma vida acesa em tudo que me faz querer
você em mim

Ama coração que brilha
No pulsar da imensidão, tu vibras
Como fonte que jorra almas
que se fundem em si

Luz vibrante
Integração de nós
Apenas um só sentir

Quando então a natureza flora e nos chama
Teu coração é meu
Meu coração é teu
E assim, tudo vibra,
Tudo vive
tudo ama

quarta-feira, abril 12, 2006

Teu Nome (Ale - 12/04/2006)





Profundidade!
Meu ser se eleva ao espaço e te encontra
Pairando como a brisa suave

Percebo em ti, a nota esquecida
O tom real e belo da musicalidade que está em mim
Vibração celeste e perfeita como
Canção de amor

A energia circula por toda parte
E me conduz para o centro de minha alma solta
O mesmo centro de ti

Teu olhar uma Mandala de luz
Tua pele, pétala
És como a flor que encanta.

Teu corpo é leve como o vôo dos pássaros
A beleza do teu coração é um templo
E o teu nome é para mim um mantra

quarta-feira, abril 05, 2006

Luz do Dia (Ale – 05/04/2006)


Os meus olhos opacos acenderam
E a melancolia se desfez
Revivendo em mim todas as cores belas

A luz penetrou meu espaço inteiro
Renascendo na alma de uma só vez
O brilho intenso de uma luz singela

Meu cansaço agora já se foi
Minhas lutas, todas elas esqueci
Meu passado então eu já nem sei
Das sofridas dores que senti

Hoje o tempo é bom e o céu é claro
No meu peito a paz é mais intensa
Quando o vento me traz o seu amparo
E o dia tem sua presença

O amor então, esse nem falo
É melhor calar para senti-lo
Pois agora que ele é tão tranqüilo
O que devo fazer mesmo, é amá-lo

sexta-feira, março 24, 2006

A história de alguém...(Ale - 24/03/2006)


Vou lhe falar de um alguém
Um alguém diferente de tantos outros, mas ao mesmo tempo, comum
Esse alguém tem seu jeito próprio
Inesperado, ou não.
Não mede esforços para chegar aonde quer
E por muitas e muitas vezes ele chega de uma forma brusca
Repentino e ágil, ele mostra o seu tamanho perante os demais
Aparentemente manso, porém ligeiro!
Cativante, ele domina sem sequer se esforçar
Com sua mania de o conduzir por lugares desconhecidos ele encanta
E quando daí então você chega na imensidão de sua força e beleza
Ele simplesmente lhe fita os olhos e diz: Adeus! Preciso ir, mas deixarei com você, como uma forma de retribuir
A saudade e a tristeza
Daí então você chora, você implora e você se desespera...
E ele?
Nem aí...
Um belo dia, você cansada e infeliz, ele aparece
Daí lhe diz: Oi, eu acho que lhe conheço! Você o olha no fundo dos olhos e sente que já o viu, mas não se lembra. Porque dessa vez ele chegou bem diferente, de outra forma. Sem pressa ou violência!
Sereno, suavemente ele se aproxima
e cativante como sempre foi, ele domina
Senta-se ao seu lado e contempla o céu
Já não lhe leva mais em lugar algum
Ali mesmo, lhe mostra o infinito
E você diz: Com toda certeza, é sem dúvida o mais bonito!
O sol se põe e o céu escurece
Quando ele fala: Já vou embora
E nessa hora, tudo se cala,
O universo inteirinho pára
Você o olha no horizonte e mais uma vez ele desaparece.
As lágrimas tornam a cair de seus olhos, um desespero bate em seu peito
Mas dessa vez é diferente, já bem cansada e experiente
Você repete: Não tem mais jeito!
Então você segue, mesmo sem ele:
Nunca mais, já me cansei, não quero mais, não morrerei
Embora só e com um coração vazio
você decide mesmo seguir e de repente, em meio ao nada
no fim da escada ou de uma calçada
Alguém lhe aparece: Oi, boa tarde! Eu já lhe vi
E você...Não! Com voz enérgica e insensível
E ele: Sim! Com um jeito triste e imprevisível: Já estive aqui.
Seu coração amolece, sua razão prevalece e você fala:
Por favor, saia! Deixe-me em paz...deixe minha vida, pra nunca mais!
Ele lhe olha com os olhos baixos, cheios de lágrimas e diz chorando:
Não faça assim, por tantas e tantas noites, procurei você
Em tantas horas tão frias, quis encontrar
Um certo alguém igual a mim
Venha comigo, não tenha medo
E outra vez, reascende o calor
Você esquece de tudo
Das formas que ele veio
Dos vários corpos
Das muitas caras
Com tantos nomes
Tudo então se confunde e você nem lembra
Que apesar de diferente
É para sempre
O mesmo alguém
...o tal do AMOR

terça-feira, março 21, 2006

O que restou (O jardim do poeta) – Ale 21/03/2006


O cinza aproxima-se com um vento
perdido no universo
Sequidão por sobre o peito
Em um coração concreto

A razão se sobrepõe em mim
Endurece flores
Petrifica cheiros

Lembro-me das árvores
Minha face limpa rachou com elas

De meus olhos formam-se nuvens
Carregadas de raios
Tempestade queimando folhas

Temporal escorrendo em gotas
Sobre meu corpo
Lágrima a lágrima, moldando a pedra

Lavando o que sobrou da alma
Molhando o que restou das cores

Regando o amor
no coração de um poeta


quinta-feira, março 16, 2006

Espelho (Ale - 16/03/2006)


Procuro chaves
Teias me entrelaçam

Onde estou?
Respiro pó e expiro medo
Cercado de mim, apenas.

Infinitas sensações
A música ecoa
uma mesma nota trêmula e triste
Distante e longa

Vozes?
Não, lembranças delas.

Apalpo as paredes da alma
Arranho as palmas
Caminho lento

Procuro portas
Dimensões estranhas aqui dentro

Uma gota de luz escorre pela fresta
Derrama por sobre meus olhos atentos

Invade um vento suave
Porém ligeiro.
Limpando sonhos

Enfim...
Encontro você
Bem mais que isso
Encontro a mim


terça-feira, março 07, 2006

Brisa do Mar (Ale – 07/03/2006)



O mundo ecoou você...
Minh’alma calou

Senti cada pronúncia
Porque teu nome é claro

Nitidez de sons e música suave
Formou-se em mim

Fonte de Melodia
Em uma Nova canção
Com a voz da brisa leve

Límpida e serena
Refletes um brilho de céu

Canção clara de amor
Em notas de mar sem fim

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Vida sobre Tela (Ale - 24/02/2006)


.

Alma rabiscada de tinta
Sonhos apagados ainda no esboço
Minhas cores estão turvas
Como nuvens carregadas

Céu estrelado de lágrimas
Embora arte, plena e suave
Jorra tempestades
Atirando raios no chão úmido

Preparei tudo
Esbocei cada detalhe
Desnecessário, eu sei
Mas assim o fiz

Juntei cada frasco
Cor a cor
Pincéis gastos pelo uso constante
Tantos quadros já pintados!

Expus meu coração vermelho
O negror de meus olhos
À sombra e à luz da minha alma
Refletida em cada vida entrelaçada

Meus quadros inacabados
Com tintas espalhadas pelo corredor
Pinceladas de muitas mãos
Entre laços e segredos coloridos

Minha arte é viva
Minha vida em tela
Pintada pelo próprio tempo
Através dos sonhos estampados

Mãos que formam o belo
No tom intenso de cada cor
As cores são vivas em meu espaço
Tonalidade clara de um amor

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Eu? (Ale -16/02/2006)


Eu?
Serei um conjunto de informações adquiridas durante todos estes anos?
Serei um pensamento de ser o que acho que sou ou serei apenas um sonho do tempo solto no espaço da vida?
Serei eu, meus amigos, uma alma que existe tal qual uma poeira soprada no vento?
Uma força no nada ou um simples reflexo de luz distorcida?
Serei, por acaso, continuidade de alguém que meu pai continua? A tal da genética?
Músculos, por cima de ossos, revestidos de pele com impulsos nervosos e corrente sanguínea?
Serei realmente real ou apenas plebeu fingindo nobreza na corte da existência celeste?
Será que serei apenas uma imagem simbólica ou uma ilusão permitida a mim mesmo de que sou alguém ou alguma coisa?
Uma coisa? Serei essa coisa que não sei o quê?
Agora, o que sou?
Uma gota de água escorrendo em um rio?
Uma onda constante no oceano do tempo?
Serei eu por acaso um mero acaso previsto, antes mesmo que o fosse?
Ou serei a certeza que eu sou o que sinto?
Uma dúvida? Serei eu neste caso, apenas uma pergunta?
Um talvez?
Um mar de emoções transbordando!
Mas mar não transborda, a não ser na ressaca. Serei a ressaca então?
Talvez realmente, eu seja o que sinto!
Mas o que na verdade eu sinto?
Sinto?
Sonho...Será?
Não sei ao certo quem sou!
Um simples querer que um dia eu seja!
Talvez no espaço uma estrela, distante da dor de não sê-la.
Um ser revestido de luz
ou mesmo quem sabe, a própria luz

Transbordando de Amor!

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Sonho Eterno (Ale - 19/01/2006)


O amor estampa o silêncio e se lança ao espaço através dos meus olhos cansados. O brilho reflete uma luz revestida de lágrimas.
Meu sonho talvez seja pobre na simplicidade do tempo, mas rico em sinceridade e força, repleto de mim, do que hoje eu sou com o que aprendi nessa vida corrida e ligeira, de dores e cores. Repleto daquilo que pude aprender convivendo comigo e com tudo. Meu sonho é só meu, porém rabiscado de tinta de todas as luzes que enxergo no céu da minha alma e fora de mim. Meu sonho é singelo, mas torna-se enérgico quando necessário. Riacho comprido; Curinga escondido de todo baralho.

Nas noites que sinto o meu corpo cansado, meu sonho parou de existir, mas não de verdade, apenas em mim! Existe no tempo e no vento que sopra pra todo lugar do planeta, mas ainda é só meu. Agora não só rabiscado, mas todo borrado de tinta das luzes e raios, dos grandes temporais que a vida produz. Meu sonho tranqüilo, repousa calado num brilho de luz.

Eu quero acordar dentro dele um dia. Quem sabe? Talvez seja agora ou talvez nunca mais...mas sei que acordo e sei mais ainda, meu sonho estará comigo, porque hoje eu sei que tudo que tenho que posso falar que é só meu é meu sonho,

Eterna essência; Eterno amigo!

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Para sempre...(Ale - 26/12/2005)


Antes que a dor me destrua os sentidos e que ausência me faça perder a vontade de andar para frente, eu me derramo aqui, em uma folha limpa.
Antes que eu me vá pra sempre, ou mesmo que eu nem saiba quando, eu me entrego inteiro ao amor que sinto.
Antes mesmo de cair à tarde distante e o pôr-do-sol me faça adormecer em mim, eu venho aqui, pra dentro do meu peito em dores, arrancar de dentro amores tão imensos que nem eu mesmo sei o quanto tenho, o quanto cabe dentro de um ser pequeno diante da força que me faz chorar, que me faz sentir, que me faz aqui me derramar em lágrimas pela saudade.

Antes que o sol queime e que a estrada encubra com o calor;
Antes que a vida passe e meus sentidos também, eu me derramo agora, por inteiro;
Antes mesmo que a noite venha e a cidade grande com suas luzes e fumaças estonteantes me corroam a sensibilidade, eu venho aqui, e me derramo, dentro de ti, amor que tenho. Antes que a lua esfrie o que alma guarda, eu me derramo agora, sem nenhuma calma, em cima da folha limpa que escolhi e lhes falarei, meus grandes e verdadeiros amigos, meus amores...

para sempre vos amarei!

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Vôo Livre (Ale - 08/12/2005)


Quem sabe, agora eu queira voar
entre sonhos impossíveis!
Dormir sem nada pra fazer de dia
Talvez domingo
eterno sol bonito
Em excitante monotonia

O céu me chama pra senti-lo inteiro
Com seu azul correndo em minha face
O vento frio penteia o cabelo
Da minha alma arranca o disfarce

Quero poder sonhar assim pra sempre
Correr, voar, pular entre montanhas
Fugir de tudo que não é presente
Viver aqui, comigo e minhas manhas

Pássaro claro vôo em céu aberto
Manhã dourada até o sol poente
Amor tranqüilo, quero estar tão perto
Do coração que ama eternamente

Sentimento claro
Pensamento livre
Coração tão raro
que ainda não tive

Meu céu de amparo
Onde não estive
Um amor perfeito
Dentro do meu peito

Onde o vento sopra e a alma vive

terça-feira, dezembro 06, 2005

Talvez eu cante (Ale - 06/12/2005)


Talvez agora eu queira me cantar em versos,
rimados ou não
Talvez agora eu queira publicar meu livro
em prosa, poesia
talvez apenas saia em palavras soltas,
páginas poucas, em letras frias
Talvez você nem saiba que aqui dentro mora
um tempo, um universo,
Talvez em canção lenta, numa melodia
Parada, reverso
Talvez em fortes gritos de pavor da alma
Talvez nem tanto,
Talvez enfim
Mas sei que ao mesmo tempo, que talvez eu seja
Nem sei ao certo
Talvez nem queira
Talvez quisesse agora se talvez eu fosse
Mas nem sei quando
segunda-feira
talvez o tempo urge ou talvez sou eu
que não entendo
o que acontece
talvez você nem sonhe com um final feliz
talvez nem tenha
o que merece
talvez , meu Deus eu seja mesmo o que eu penso
ou mesmo sonho
em ser um dia
mas sei que na verdade meu talvez é quando
minha certeza é filosofia
talvez a minha boca seja só um fruto
do que pareço
que fui um dia
talvez essa canção que rabisquei agora
nem mesmo fale o que eu queria
mas sei que meu talvez, talvez um dia fale
da minha certeza

da minha poesia

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Tempo de Flores (Ale - 05/12/2005)


Quando olhei para dentro de mim eu vi nuvens. A chuva cairia no chão do meu peito ou em cima da mesa em folha pautada. Caminhei por longas e demoradas horas, aqui dentro. Percorri cada canto escondido por trás dos arbustos; Por dentro dos becos; embaixo do solo; em cima da telha de minha própria casa, mas não encontrei a mim mesmo. Tão bem escondido de tudo, de todos, da chuva.
Choveu de verdade, molhando minha face e eu nem pra saber onde estava, deixei que caísse, não fiz nem abrigo, só mesmo esperei que a chuva acabasse.
Meu céu estrondava em raios por todo lugar que eu andasse, pra onde eu olhava não via uma gota de azul e o cinza imperava.
Olhei novamente pro céu. Meu corpo tremia com o frio.
No peito um profundo vazio cortava e não tendo outra coisa a fazer me sentei,
não tendo também outra coisa a fazer me deitei;
Não tendo mais nada a fazer, olhei outra vez pro meu céu e chorei.
Foi quando me vi novamente...Foi quando me achei!
Naquele momento eu estava sozinho, então me entreguei!
Dos céus recebi o carinho e a chuva dourou suas gotas
Abri os meus olhos pra ver. O sol despontou lá em cima, naquele cantinho.
O ar perfumou de repente e o vento tocou em meu rosto cansado
A gotas douradas da chuva já não eram água,
Agora eram gotas de pétalas,
Caíam do céu tão completas
Nos raios do sol que brilhava
As pétalas no chão do meu peito caíam em cima da mesa,
Nas folhas pautadas viravam palavras
O meu coração se encheu de alegria
Então, meus amores, em tão belo dia,
No céu da minha alma, uma chuva de flores

Nas folhas pautadas, virava poesia!

sexta-feira, novembro 25, 2005

Meu Silêncio (Ale - 25/11/2005)


Eu que já passei por tantos caminhos difíceis; Que já me encontrei tão sozinho, apenas comigo e com minha esperança contida no peito! Eu que já me entreguei por inteiro por muitos instantes de paz e depois eu chorei sem meu chão consistente; Eu que já passeei pelo céu da minha alma sofrida e lá encontrei um amor tão profundo quanto à água do poço. O poço da vida!

Ah, como é sábio esse tempo que corre parado em mim mesmo, diante da força guardada aqui dentro. Eu, meus amigos, amores, irmãos dessa estrada que passa parada por mim e por tudo, mas que segue seu curso, tal curso de um rio, um rio de amor e de vida! Eu que voltei tantas vezes pra fora ou pra dentro de um calmo silêncio do lar consagrado, na luz que habita os sonhos que tive e os que ainda tenho.

Eu, meus caros soldados que lutam calados, feridos, também me feri e calei, também não chorei, quando era preciso. Agora, meus belos amores, meus grandes amigos! Entrego minhas dores ao tempo e ao vento que voa perdido no céu aqui dentro!

Ah, minha paz que preciso. Invade minha alma e minha vida. Porque eu, que tanto chorei me perdi, daquilo que sei desisti, me entreguei! É certo, vivi e lutei, com todas as forças que eu tive...

... mas não me achei!

segunda-feira, novembro 21, 2005

O Labirinto (21/11/05)


Dentro de mim me perdi novamente. Agora tão claramente me vejo no obscuro de meu ser incompleto. Distante de muitas coisas que por dezenas de anos pareciam tão minhas. Por quê nos perdemos de nós? Por quê tudo que aprendemos e passamos e que nos trouxe a experiência e a clareza de repente nos é tirado como se nada nos pertencesse? Acho até que realmente nada nos pertence. Nem eu mesmo pertenço a mim, talvez! Sentimento de posse esse meu. Imaginar por algum instante que eu tenho o direito sobre mim. Que audácia!

Sei que tudo é porque quero, mas também sei, se é que realmente posso dizer que sei algo na vida, que não estou sabendo não querer. Não quero querer sofrer de angústias, ansiedades ou decepções, mas pelo visto quero, posto que sofro!
Incógnita?
Discrepância?
O quê? Nem sei, pois se soubesse não estaria perguntando agora!
Dor sem motivo aparente. Desolação sem ser vítima de nada, nem mesmo de mim, porque isso sim, eu sei que não sou! Culpado, talvez!
Talvez? Ouso duvidar que só sou o que quero?
Eis que eu sou, apenas!
Não importam as dores e nem o que passo, porque na verdade tudo é conseqüência do meu próprio passo.
Estou aqui porque quero...queria tanto não querer! Queria?
Não o quero? Quero sim!
Será?
Talvez eu não queira encontrar a saída do meu próprio labirinto!
Esqueci de pegar o novelo na entrada. Só peguei a espada e embora eu me encontre com o monstro e o elimine, de que me adianta?
Não sei mais voltar!
Ficarei por aqui até que me encontre.

domingo, novembro 13, 2005

A Fonte de Vinícius (Ale - 04/11/2005))


Vinícius é mesmo inteligente
tocando a essência feminina
tão lindos poemas recitou
falou tantas coisas do amor
sem nem conhecer minha flor-menina

Pessoa falava certa vez
que era o poeta um fingidor
Então "seu Vinícius" eu já sei
que belos poemas você fez
fingindo conhecer o meu amor

quinta-feira, outubro 27, 2005

Eu quero meu pai...(Ale - 27/10/2005)


A poesia não brota de alguém distante de tudo, até mesmo de si. Versos simplesmente não palpitam no peito de um ser cansado! De existir? Não sei! Existência é como água, hora em um esgoto sujo e escuro de uma grande cidade; Hora na mais bela cachoeira, colorida pelo reflexo das florestas iluminadas pelo sol.

Desabafos e dores; Desesperos entre crises que me sufocam para dentro de mim mesmo. Adulto? Estranha e incômoda ilusão porque para mim, na verdade tudo não passa de um jogo da nossa mente para que, convencidos de que o somos, consigamos suportar os açoites da vida. Somos crianças obrigadas a enfrentar dores sem chorar; Chorando, que o seja, mas sem poder ridicularizar nossa “imagem” de fortaleza humana, pronunciando a velha e conhecida frase: “Eu quero o meu pai...!”, ou mãe, como preferir a nossa afinidade. Parece até uma brincadeira o que estou falando, mas como diz um amigo meu: “Na hora a brincadeira não aparece”. Talvez nem haja solução para isso, acredito até que existam formas de amenizar tantos problemas e até serei audacioso de citar algumas:

a) Conforme-se que é “adulto” e dê seu jeito;
b) Desenvolva a capacidade de colocar pra fora através da arte, seja ela escrita ou não;
c) Ridicularize-se esperneando, chorando e gritando: “Eu quero minha mãe”. ou pai, como preferir sua afinidade; d) Opções b e c simultaneamente; (A que eu estou utilizando agora).

Quando comecei a escrever tinha a intenção de fazer desse texto uma bela ferramenta de reflexão, mas pelo visto não obtive o resultado desejado...Acho que ridicularizei demais e o pior de tudo é que nem tenho como me redimir, porque como diziam os profetas “tudo está escrito!”

(Obs.: Peço de coração, aos leitores deste texto literalmente “apelativo” que imprimam e encaminhem uma cópia ao meu pai...ou mãe, qualquer um pra mim hoje serve, a afinidade que se dane!)

terça-feira, outubro 25, 2005

Caminho (Ale - 24/10/05)


Hoje me encontro aqui, em meio a espaços infinitos e universos imensuráveis! Busca incessante da alma essencial em conhecer as razões irracionais de existir e de sentir. Perdido dentro do todo que me formou humano. Transformado em pedra bruta pelas forças naturais. Formado em decadência pela culpa de surgir, mas criado para ascender. Enquanto aqui, sou preso; Enquanto fora, poeira!

Mundo de trevas que contém a dúvida e a incerteza. Impureza soprada pelas tempestades de fúria e desequilíbrio. Inferno em que reside o sofrimento, a dor e o lamento. Como maltratas os que te habitam! Terra, embora treva, forjas o homem em fino aço; Talhas a pedra em diamante. Grande mãe esculpida; Arquitetura perfeita da força do universo; Obra completa da engenharia celeste! Em ti, grandioso globo, encontra-se todo elemento necessário à alquimia da alma.


Como é árdua a incessante busca da inteligência infinita. Perseguições de forças; Libertação de apegos; Dores e dissabores; Lutas interiores; Crises da Existência. Oh mente humana! Redemoinho acelerado de pensamento, quase todo ele desnecessário.
Luz! Caminho único do “Ser”.
Paz! Energia pura da imensidão celestial. Estado consciente quando o “Ser” é real, quando se realmente “É” apenas.
Todas estas coisas pela harmonia infinita após a lapidação de si. A transformação do homem; A Ascensão ao “Todo”; A unificação completa; A glória infinita da vibração eterna e perfeita!

Um “Ser” de AMOR!

terça-feira, outubro 18, 2005

Encanto das Flores (Ale - 18/10/05)


Uma bela manhã!
Quando o sol despontava
Uma flor acordou
Espreguiçou suas asas
e voou...

Mas pra onde ela foi?
Veja! Ali está ela...
Misturada ao azul
Fez do céu aquarela

Como é linda minha flor
Asas tão coloridas
Preenchendo de cor
O espaço e a vida

Quando chega o vento,
se sacode dançando
lança cores no tempo
todo o ar vem pintando

À noitinha ela sobe
Toda alegre e faceira
No infinito ela dorme
Transformada em estrela

Madrugada ela cai,
lá do céu serenando
Como gotas de amor
Novamente ela vai
Transformando-se em flor

...e acorda voando!

quinta-feira, outubro 06, 2005

quarta-feira, outubro 05, 2005

Adeus (Ale - 05/10/2005)


Vai e voa pra este céu,
aonde meu olhar não te alcança
Esconda-te por trás do teu próprio véu...
Borboleta azul

Meu amor de criança...

segunda-feira, outubro 03, 2005

Sempre (Ale -03/10/05)


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Ontem eu vi a terra do nunca.
Um lugar onde sempre se é criança, onde a vida é singela e pura.
Um lugar onde a beleza reina em todos os cantos que existem!
Naquele lugar eu voei com meus sonhos em busca de tudo que me fazia bem.
Tanta flor e tanto amor que caiam lágrimas de meus olhos sem se quer senti-las de tanto bem.
A terra do nunca é tão real quanto o amor que se tem.
É tão intensa a presença da luz que arranca da alma todas as dúvidas que porventura se tenha e nos trás a certeza.
O coração é feliz e o amor é presente.
Será que um dia mudarei para lá?
Lá, as flores e fadas confundiam meus olhos junto às borboletas. Folhagem de cor
Lá, os sonhos da alma, penetravam a razão e faziam o coração se entregar ao amor
Lá, não havia nenhuma maldade existente. Tudo era Luz
Tudo era paz
Todo o amor sempre estava presente
Tudo se via e a tudo se amava
A criança sorria
A natureza cantava
Só havia criança nessa terra esperança,
Terra encantada
A terra do nunca é pra sempre
É como fonte de vida
É a terra aonde toda e qualquer criatura
Por mais simples que seja,
se compara a uma flor,
com perfume e pureza
perfeição e beleza
Minha terra do nunca e do sempre
Minha terra do amor!

sexta-feira, setembro 30, 2005

Luz Cristalina (Ale - 02/10/2005)


As flores são belas e bem tranqüilas
Nas terras tão quentes ou mesmo tão frias
Em cores singelas, que maravilha!
Alegram a vida e enfeitam os dias

Uma borboleta pousou numa flor
A flor se abriu como o seu coração,
se abriu pro amor que um dia lhe dei,
se abriu para a vida em transformação

Borboleta são flores e flores são cores
As cores são todas em tons de amor
Seu sonhos são belos, eternos amores
A vida e o sonho são frutos da flor

Você minha flor, menina tão doce
Pediu um amor em luz colorida
E Deus que é perfeito e fonte de vida
Luz, Paz e Amor, neste dia te trouxe

Que dia tão lindo e que luz tão bonita
Que belo sorriso, que olhar tão perfeito
Que amor tão suave enfeita uma vida
Que doce infância aflora em seu peito

Você é presente e luz de esperança
No prisma entre o sol e as belas campinas
Abençoa meu Deus essa doce criança

Num dia de luz. Essa luz cristalina!

quarta-feira, setembro 28, 2005

Meu país (Publicado em www.opiniaoeinformacao.com.br)


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Ah, este meu Brasil!
País bem-aventurado entre todos os que existem no mundo.
Terra escolhida por Deus para servir de recanto da beleza. Possuidor de paisagens belíssimas; Natureza exuberante e encantadora de todos os homens.
Meu país é um mundo de contrastes naturais e culturais. Reunião de raças e credos em perfeita harmonia. Exemplo vivo de igualdade entre os povos.
Meu Brasil é terra querida por todos os que habitam este planeta, mas não unicamente por sua beleza estonteante, e sim também pelo calor humano que nele existe.
Conhecido mundialmente como o país do carnaval, do futebol, mas vou mais além, denomino o Brasil como o país do povo feliz e que sabe viver de verdade.
Meu país tem um povo unido em um só pensamento: Vencer!
Trabalhadores leais sem perder o gingado do famoso "jeitinho".
Estamos aqui, vencendo.
Falem todos aqueles que quiserem falar que o nosso povo não trabalha. Venham aqui e confiram de perto a luta do brasileiro e ainda recebam de graça um sorriso estampado nos lábios de cada um, mesmo aqueles que derramam suor ou mesmo lágrimas.
Ah, meu Brasil! Terra de gente feliz, quase sempre sorrindo.
Meu país também é poesia e canção na voz do artista. Fortaleza da Arte!
Brasileiro faz poesia quando ri, quando chora, quando fica ou vai embora. Sim, meus irmãos! Brasileiro é feliz.
Como se tantas características essenciais não bastassem, meu Brasil é um dos países mais espiritualizados que existe, onde a fé prevalece à dúvida e ao desânimo. Meu país acredita em Deus ou até mais que isso: Confia!
Meu país é sem dúvida o mais rico entre muitos, com suas reservas naturais, sua cultura, mas especialmente, considero o seu povo a maior das riquezas.
Meu grande e lindo Brasil, o país da beleza; Um Brasil de Amor!

quarta-feira, setembro 21, 2005

Respostas (Ale - 21/09/05)


Tudo o que me move é o amor!
Sem ele, quem eu sou?
Não sou! Apenas vivo
Acho até mesmo que nem isso...
Existo!

Duvido até da existência
Persisto em viver...Ops! Não vivo
Às vezes esqueço e respiro
Mas sei que a vida é mais que isso...

Será mesmo que sei?
Como saber?
Preciso de vida pra entender
Entendo sem vida a qual não tenho?
Ou será que aprendo sem viver...

Então, amor...

Responda-me agora...por quê?

quinta-feira, setembro 15, 2005

Pétalas (Ale - 15/09/05)


Vejam, que lindas elas são!

Pétalas lançadas ao vento.
Chuva de cores!
Rosa; amarela; Azul e Violeta.

Serão mesmo flores,
ou serão borboletas?

Pedacinhos de natureza perfeita
Confunde os olhares
Encantos do nada
Perfumam os ares

Flores! Agora voando,
enfeitam meu céu
Batendo suas pétalas
Formando seu véu.

Olhando pro chão
Também eu as vejo
São flores plantadas?
Borboletas paradas?

E agora o que faço?
Minha vista me engana
ou faz parte da vida,
tamanho embaraço?

Flores, borboletas e cores,
São como os amores
Que enganam a todos
Corações entre laços

Belos e Singelos
Perfume de flor
Borboletas e cores

Encantos de AMOR!

segunda-feira, setembro 05, 2005

Orvalho da Alma (Ale - 05/09/05)



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Em uma noite de sonho cantei um poema que fiz para a luz.
Chorei sob o som da melodia esquecida na alma.
Nas profundezas de minha pequena criatura triste.
Às vezes me pergunto: Sonhos, o que são?
Outras vezes respondo: Nem mesmo sei para que servem!
Talvez para fazer doer o coração perdido no tempo.
Talvez para fazer chorar o poeta
ou para cantar a poesia pro vento.
São estes os sonhos que correm;
Os sonhos que voam e pousam suave,
no lado de dentro do peito.
As lágrimas caídas,
singelas gotas de orvalho que brotam de mim
Carinho de luz
Mistério da vida
A paz esquecida e sem jeito...Amor sem fim!