terça-feira, abril 17, 2007

Minha Dor, apenas (A um amigo distante)


Se fosse apenas uma dor
Talvez eu nem me importasse
Mas não
Não é apenas isso

É um amor que não retorna
Apenas vai, e vai...
Sem volta

Nem cedo
Nem tarde

Amizade?
Talvez
Daqui pra onde chega o meu coração
Disso eu sei

Mas não de lá pra cá
Pra lá, apenas
E vai, e vai...
Sem nunca voltar

Que dura realidade
Um amor só meu
Sem maldade

Apenas amar
E amar

Quando olho lá,
Felicidade

Quem me olha?
Talvez o céu ou as águas do mar

Amar tem dessas coisas doídas
Sofridas
Que vão e não vem

Ou talvez seja eu
Que não mereça amizade

quarta-feira, abril 04, 2007

O Melhor (Ale - 04/04/2007)

Eu posso subir no topo de qualquer montanha e escolher permanecer ou mesmo descer todo o percurso que subi. Tenho outra escolha: Pular, posto que a queda é mais veloz e o tombo marca mais que uma descida. Subir, descer, pular, tanto faz, isso não é o mais importante e sim tudo o que eu vivencio e aprendo com qualquer uma das escolhas que faço. O que forma o ser humano é a experiência, ou seja, o aprendizado das coisas vividas. Isso o prepara para as escolhas, porém estas sempre se renovam, de forma que apesar de termos vivenciado muitas delas, as próximas nos dão a impressão que nunca havíamos nos deparado e assim é a vida, novas escolhas, novas experiências e um eterno aprendizado. Não me faz maior ou menor e nem mesmo igual a alguém escolher ficar, descer ou pular. O que talvez me faz o melhor que eu posso ser, diante de mim mesmo e de minhas próprias comparações com o meu próprio histórico, e não com o histórico dos outros, é o meu querer aprender e conseqüentemente o aprender a respeito do que vivencio a cada momento e com base neste aprendizado, aprender a escolher. Não porque me torno “O Bom” ou “O Melhor em relação a um outro”, mas porque me torno um melhor ser humano, diante de meu compromisso comigo e com a força movedora que é o universo, facilitando o fluir dos acontecimentos para que aconteça uma melhoria em minha existência e conseqüentemente, não como apenas uma finalidade, um melhor convívio natural com o que chamamos “Todo”, incluindo outros seres humanos.

O que de fato tem sido muito importante pra mim, diante da vida, é o fato de eu sempre ter comigo o querer ser o meu melhor, como disse, sem usar como base um outro, mas eu mesmo, o melhor do que fui até então e não o melhor do que alguém está sendo. Avaliar, no sentido de observar os demais e utilizarmos os exemplos de vida de cada um como uma bússola, e assim direcionarmos nossas escolhas, não significa querer ser melhor do que os outros. Significa melhorar a mim mesmo.

Na vida, só tenho o direito de ser melhor do que eu mesmo!

sábado, março 31, 2007

A Dança das Rosas (Ale - 31/03/2007)


Tocar você
É como desprender de mim

Voar no céu da alma
Novo Universo
Mergulho livre e calmo
no mar sem fim

Tocar seu rosto
É acariciar a pétala
Da mais fina flor
Que tem nos campos

Você é borboleta solta
Que pousa em mim

Seu cheiro me absorve
Em um único e essencial perfume
Teu amor

Tua boca
Quando fala
É oração

Teu sorriso
É espetáculo de dança

A dança das rosas
Que me toma o corpo
Os sonhos
E me transforma em vida

A tua natureza é linda
Teu coração diamante

Pedra mais que preciosa
Luz do sol no brilhante

O teu carinho é força
Circula o tempo

Sou por completo teu
Quero a eternidade
Do teu momento

O teu olhar
É luz que me serena
Meu grande amor

És minha flor
Minha pequena

quinta-feira, março 29, 2007

Em Resposta (Ale - 29/03/2007)


Anos se passam
E a verdade me bate a porta
Talvez cedo

Absorvo de tal forma
Que os sonhos desaparecem
E a criança cresce

Como se a ordem natural
Da vida
Tivesse pressa

E a pressa me apressa
E eu me entrego
E me esqueço!

Esqueço que não vale correr
Pra se chegar
Mas eu corri
Quando devia apenas, caminhar

Andar, era um atraso
Na minha mente veloz

A minha vida era apressada
De forma crua

E hoje, eu pago o preço
Da minha história
Esta que eu mesmo construí

Tudo o que eu quis,
De coração
Foi dar o passo certo

Errar, faz parte
Quem não errou?

Meus erros
não tiveram base em maldades
nem nas irresponsabilidades

Foram apenas
alguns fracassos
em minhas escolhas

Alguém, por um acaso
Já terá na vida fracassado?

Não necessito de julgamentos
De quem na vida
Também errou

Pois só errei,
Por não saber
A velocidade certa
De cada passo

Não ouso pretender
Ser o melhor que alguém
Mas o que posso

Quero poder a cada dia
me melhorar
Com base em mim

Porque acertar
É o meu desejo
Recomeçar é o meu fim

quinta-feira, março 15, 2007

Prisma (Ale - 15/03/2007)


Vim aqui pra dizer
Aquilo que nem sei por quê
Só diria ao vento

Entre lágrimas de dor
De amor
Vou falar, sofrimento

Sofrer faz parte de mim
Como se eu precisasse
Em função de existir

Porque o sentido maior
Disso tudo
É amar

E não há como amar
Sem doer
Sem chorar
Sem sorrir

O sorriso é o momento perfeito
De um amor de verdade

A paixão?
Hora grita palavras perdidas
Formando paisagens
de luz colorida

entre o olhar e o sol
entre o azul e a lágrima

chorar aproxima das cores

Sorrir, lava a alma
que um dia chorou

como água
que nasce no peito
deságua nos olhos
de quem tem amor

a dor e o sorriso
se fundem
formando um artista
ou um sonhador

segunda-feira, março 12, 2007

Quando (Ale – 12/03/2007)



Distâncias
Pra onde olho as vejo
Mesmo dentro de mim
Distante do mesmo


Aproximo do que sinto
E agora, o que sinto é o medo
Medo de não chegar
Dores em lampejos

Um coração cansado
Uma alma intensa
Desejo

Sofro por amar
Ou mesmo por não saber
O quê

O quê me faz sonhar
Ganhar e perder
Sofrer, te achar

Incógnitas, dúvidas
Anseios e tristezas

Momentos de sorrisos
Enfim, em mim
Assim ou não
Nem sei ao certo

Coração demasiado e aberto
Estou longe
Ou perto?

terça-feira, março 06, 2007

Um novo olhar (Ale - 01/03/2007)



Quando paro pra pensar no mundo de hoje, lembro-me das crianças. Cada criança tem um jeito especial de ver o mundo, a vida e principalmente às pessoas. Sinto que podemos aprender muito com elas. Observemos que, geralmente as crianças utilizam um único parâmetro de “medir” as pessoas. Ou se é feio ou se é bonito e podemos perceber que pouco importa o padrão de beleza sutilmente elaborado pela mídia ou mesmo até pela cultura de um determinado local. Uma pessoa feia é uma pessoa que incomoda e uma pessoa bonita é uma pessoa que participa de forma integral do momento então vivido pela criança. Participa com o sentimento, com o olhar, com o gesto, com a palavra, com todo o cuidado necessário de um relacionamento considerado “maduro”. Sabe o que é mais interessante, é que neste aspecto, outra criança tem uma participação mais intensa do que qualquer adulto, com a aparente “maturidade” suficiente na relação entre pessoas, simplesmente porque tem o coração no que está fazendo. Não faz nada envolvida por julgamentos ou pré-conceitos formado por uma fria regra racional que hoje faz parte de quase todo ambiente aonde existam relações.

Vejamos se o mundo fosse de crianças apenas, quase todas as relações seriam assim:

- Por favor, preciso...
- Não! Você é feio (Você incomoda)

ou então

- Claro! Eu gosto muito de você (Você participa da minha vida neste momento)

Simples!

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Teu Sorriso (Ale - 08/02/2007)














Hoje eu só preciso chorar
e ouvir a canção que me faz relembrar o seu rosto
E seguir minha dor
Pois me leva a você

E lá, aonde o amor também vive
A dor da saudade sufoca seu peito
Assim como o meu

E a distância nos liga
De forma sofrida
Calada e sentida

O amor
Essa forte presença marcante
Pulsante
Doída

Quando não acontece em real liberdade
Aperta e machuca
Porém fortalece quem ama
Enobrece a vida

A verdade do amor que eu sinto
É a mesma verdade do seu coração

Seu sorriso é tão belo
Que adentra meu peito
E penetra na alma de forma completa

E assim eu percebo que amar é viver
Respirar é a mesma energia de ouvir você rindo

Ser feliz é estar para sempre
Amando você

terça-feira, janeiro 23, 2007

Sem Palavras (Ale - 23/01/2007)


Não há versos ou rimas
que eu possa aproximar

Não, não perdi a inspiração
Nem desaprendi escrever

Tenho muitas
Talvez milhares
Formas de te dizer

Muitas rimas
e estrofes
muitos versos e palavras

mas nenhuma explicará
o meu amor por você!

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Explicações (Ale – 15/01/2007)


Não quero falar de mim
Nem me explicar
ou dizer o que sinto

Não quero falar pra ninguém
Que amar é assim
ou que não

ou que tudo é o que penso
e que a vida é bonita
assim mesmo

Não quero dizer que não é
Nem que foi
ou será

Na verdade eu não quero
Fazer do amor
Essa briga de idéias

Essa luta constante
Razões
Soluções
ou...sei lá

Argumentos e provas
ou compreensões

Um debate sobre convenções
O que deve;
O que pode;

Complicado;
Difícil;
Impossível;

É tão simples
é só se entregar!

Não, eu não quero mais ter que falar

Eu não quero provar
nem dizer;
Convencer

Eu só quero viver como sinto
E o que sinto
É que a vida é amar

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Renovar (Ale – 29/12/2006)


Renovam-se as águas
corrente nos rios,
cascatas que banham as pedras

renovam na chuva
suave e serena
que cai e forma o orvalho

renovam também tempestades
tirando da terra raízes
quebrando das plantas seus galhos

renova-se o mar
maré e balanço
a beira da praia
areia e remanso

renova-se o vento
que forte devasta
Renova na brisa
de sopro bem manso

renova-se o tempo
nas horas, nos dias
semanas e anos

renova-se sempre
a vida, os sonhos e os planos

como a natureza renova em beleza
abrindo as pétalas de um botão,
fazendo surgir uma flor

renova-se o homem
abrindo o seu coração
à força e à beleza do amor

terça-feira, dezembro 26, 2006

Sou do Rio (Ale - 26/12/2006)


Pequeno e sem saber meu rumo
Entrego-me às águas

Deixo-me conduzir pela corrente
que deságua livre
o meu coração calado

Caio por sobre pedras
Deslizo fácil
do que me machuca

Sou do rio

embora muitas vezes
me despedace,
nas mesmas águas
eu me refaço

embora a dor
me desanime
por algum tempo

retomo a vida
e não desisto de acreditar
Que existe um lago

Um lindo lago
No fim do curso

Lugar tranqüilo
De águas claras

O meu lugar...
Meu sentimento

terça-feira, dezembro 19, 2006

No Outono (Ale-19/12/2006)


Os meus olhos escancaram em mim
As dores
As tristezas
e os amores

e de mim nascem palavras
que se soltam
como folhas no outono

Enquanto luzes se acendem
e se apagam
eu renasço

e a raiz que me sustenta
se mantém profunda
e intacta

ao mesmo tempo que sou livre
me refaço
e me prendo

no que pode parecer
cansaço
me contento

no que pode refazer
pedaços
me procuro

sou caco, estilhaço
sou inteiro

fruto do que sinto
hora verde e recente
hora velho

inocente fruto maduro
no tempo que sustenta os galhos

árvore da vida
minha doce vida que tremula
com o vento

na canção que ouço a tarde
em céu pintado de vermelho
eu me olho

e no brilho do olhar
me acho

uma lágrima escorre em meu rosto
como o orvalho que escorre
numa folha sem cor

e a dor que se mistura
com a alma e com o sereno
se transforma calmamente em amor

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Retrato do Coração (Ale - 06/12/2006)


Não há vazio
como o de um jardim sem flor

Pássaros não vêm despejar sementes
Nem cantam saudades

O vento passa com pressa
Carregando as folhas que caem
Descolorindo o chão

O verde fica monótono
Sem nenhum contraste

Não há o cheiro da manhã
e nem a brisa da tarde

a lua fica triste
e a noite escura

Assim é um jardim sem flor
Paisagem de muita dor
Cenário de amargura

A vida sem um amor
Reflete o mesmo semblante
Vazio, triste e distante
momento de solidão

Assim o jardim sem flor
Sem vida, sonho e sem cor
Retrata um coração

quarta-feira, novembro 29, 2006

Crescendo (Ale - 29/11/2006)


Não sei explicar o motivo, mas sinto uma dor em meu peito. Talvez a incerteza da vida ou mesmo porque faz parte da arte, de tudo o que inspira. Uma dor que não machuca, mas que aprofunda feito saudade. Uma saudade forte de uma flor de cor suave, que nasceu no alto de uma montanha fria e branca que talvez existisse apenas para destacar a pequenina flor ali nascida. A natureza tem dessas coisas! Saudade imensa do tempo que o dia era pra mim. Nesse tempo, me lembro como o agora, só me bastava sonhar e a imaginação saltava da alma como se abrissem às portas de uma gaiola e tudo era real. Tudo aquilo que eu imaginava se fazia diante dos meus olhos, simplesmente assim, como se o nada se transformasse em qualquer coisa que por hora eu quisesse. Um tempo em que um brilho de um olhar me emocionava... Ainda emociona, mas não sei por que hoje eu me escondo por traz das regras criadas não sei pra quê, de que eu tenho que ser forte. Hei de quebrá-las, todas elas, porque mais do que nunca, hoje eu sei que na verdade a força é fruto da naturalidade de ser eu mesmo. As crianças me ensinam muito. Já fui criança um dia e muitas vezes, percebo que na verdade não deixei de ser. Toda criança está sempre querendo crescer, mas sempre se está crescendo, aprendendo a ser crianças melhores. Porque por mais idade que eu tenha, um carinho me comove. Por mais experiência de vida que eu adquira, um sorriso sincero me desarma das artimanhas dos homens e desmancha qualquer jogo de relações. Não existem fórmulas quando se ama as pessoas, simplesmente agimos sem que seja preciso recorrer as sete, nove, ou dez leis disso ou daquilo, porque o amor faz com que cada pessoa tenha a sua própria importância e o bom senso seja a base de toda atitude. Simplesmente amando, aprendemos a perceber o que é harmonia e pra cada momento o tom necessário a cada vibração, como se todos pertencêssemos a uma grande orquestra. Ser criança melhor é saber escutar, em cada momento, a música regida pelo universo e amar é o melhor caminho. Hei de aprender um dia o que as vezes penso que sei e não há melhor momento pra aprender do que quando se é criança, ou seja, a vida inteira.

terça-feira, novembro 14, 2006

Intuição (Ale - 14/11/2006)


Quando olho em minha volta
te vejo

o vento que passa por mim
tem teu cheiro

o toque da brisa em meu rosto
teu beijo

o canto suave
do pequeno passarinho
parece tua voz me falando de amor

então eu me perco no espaço

e tudo me mostra você
o atalho, a estrada
o caminho

te sigo pra sempre
meu bem, meu amor

te tenho em mim
por inteiro
...desejo

te quero comigo
pra sempre
...carinho

quarta-feira, novembro 08, 2006

Eu e Plutão (Ale - 08/11/2006)


.

Até que eu tentei sorrir,
mesmo quando tudo era escuro
aqui dentro

chorei diversas vezes a procura
de uma saudade sem face
eu não conseguia lembrar
mas sentia como se fosse sempre

tenho sensações estranhas

quase sempre me permito senti-las
de tal forma que adquiro uma intimidade
com a minha própria dor

mas essa dor me engana
muda de cor
como mudam-se as folhas

hora me abandona e não volta
hora volta e não me abandona

queria muito que não fosse assim
e que tudo fosse apenas
brincadeira de criança

hora brinca
hora se cansa
e se deita à relva entre flores coloridas

e a vida passa
e os dias dançam
e a dor não cansa

dançam os ventos
modifica a relva
tremulando sonhos

tremulam os quintais da alma
e a porta de entrada da minha casa

as folhas se balançam nas árvores
e a minha raiz se finca
em um solo extinto

tenho vontade de voar distante
e fazer companhia a plutão
tão sozinho e abandonado

e depois de rebaixado
ninguém quer mais saber
tudo foi em vão

Plutão e eu
Eu e plutão

Um belo par de astros
Cabisbaixos
Isolados

Tão distantes de todos
Como está também
Meu pequeno coração

terça-feira, novembro 07, 2006

Utopia (Ale - 07/11/2006)


Um calor e uma dor...
Desespero!

E aqui, me refaço cada parte
Pequenas fagulhas em tantos dias
Recomponho em tinta
como a arte

me afogo e me alegro
com as noites em meu peito

é o que me faz sorrir
Chorar muitas vezes
me deixa até sem jeito

Colorir...

cada cor que me retrata em si
reflete um ardor

e a poesia se remonta
como a luz que jamais se apaga

mas meu coração
este sim
um dia cala

e quando eu talvez nem perceba
o poeta morre

e aquele pequeno universo
pára

“não, eu te peço
por favor não se acabe...”
mas a minha voz desaparece

o mundo claro
anoitece

e a noite encobre tudo que por hora eu via
a voz não mais declamará
porque enfim
era tudo engano

nada disso existe
talvez somente
dentro de mim

sexta-feira, novembro 03, 2006

Midas (Ale - 03/11/2006)


Acordei em um mundo confuso
Com um ar de incerteza
Porém convicto

Neste mundo havia flores
E horrores
Universo paralelo
e monotonia

a escuridão misturava feito tinta
com a luz

lágrimas e sorrisos
tocando em sintonia
uma nova canção

O inferno pintado de azul
e o céu sob meus pés cansados

mulheres belas
entre coisas coloridas
homens tranqüilos
de olhar seguro

dava até pra sentir
um cheiro de chuva
...mas não chovia

um pôr-do-sol ao longe
enfeitava meu olhar distante

dores que não doíam
Risos que desaguavam
Feito cachoeira

Milhares e milhares
de crianças brincavam soltas

trabalhos manuais
artesanato
cantiga de roda e teatro

por onde eu passava era assim
como se cada cantinho
estivesse também em mim

tudo era arte
tudo era cor

sentei à beira de um rio
uma leve brisa soprou
“tudo que você toca, agora vira poesia”

terça-feira, outubro 31, 2006

Carinho (Ale - 31/10/2006)

Suponho que não haja mais espaço
Para o que não seja amar

Proponho que a vida agora seja bela

E que as dores sejam vistas de outra forma
Como luz em nossos passos

Passo a passo,
tudo passa e ao mesmo tempo
Tudo fica

Porque tudo é nada mais
Do que a própria vida

E a vida é um compasso
Circular
No universo

Cada círculo
O reverso
E em cada volta me refaço

E entre versos e reversos
Circulares
A canção se faz mais viva

E entre todos os momentos
Aprendemos a viver
Uma nova alma

Renovada como pétala de flor
E de tudo que aprendi
Sob meus passos

O que devo espalhar em cada canto
O carinho como a fonte do amor

segunda-feira, outubro 30, 2006

A Pedra (Ale - 30/10/2006)


Às vezes me sinto pedra
Atirado ao deserto

Em minha volta
Distâncias infinitas
E solidão

O calor infernal
me corrói os sonhos

tento buscar um brilho
de gota d’água
ou o cheiro de uma rosa

mas a tempestade
de areia seca
me cobre a face

agonizo nas noites frias
do meu próprio coração
e um medo invade

apenas lágrimas me consolam

e quando choro
revivo dentro de mim meu sonho
de que os ventos me atirem ao rio

lá, as águas deslizam sobre meu corpo
em forma de carinho
e o próprio vento me acaricia

lá também,
talvez eu tenha
eternas companhias

Só assim, serei completo

Um rio é o paraíso de toda Pedra

quarta-feira, outubro 25, 2006

Meu Ninho (Ale – 25/10/2006)


Um sorriso jogado ao acaso
da vida sentida

Acasos que nunca existiram

Um toque suave e real
Sobre a pele
Também toca a alma

Enquanto o poder se tornou
Almejado por todos os homens

Eu sinto que posso
Apenas sorrir e sonhar

Sonhar com a vida vivida na paz
Com um riso
sem ter um “por que” necessário

Apenas poder existir, me refaz
em Amor verdadeiro

Sincero carinho

Quero sim, ser feliz
E pra isso é preciso viver
Regando em meu peito o amor

Como a gota de orvalho na flor
Como canta um feliz passarinho

segunda-feira, outubro 23, 2006

Pela janela, meus sonhos (Ale – 23/10/2006)




Como se nada importasse
Apenas perceber o profundo
Que habita a alma

Muitas e muitas vezes,
As sensações intensas
me abrem um universo

A tempestade apresenta à flor
o sentido da liberdade

e meu mundo se transforma

Uma nítida impressão
De outra realidade

Minha mente se confunde
Com o que é real
E em cada sentimento viajo
até aonde chegam os sonhos

Vivencio enfim
o amor
Como se fosse apenas isso

E como se no mundo
Só houvesse a verdade
No coração de cada ser que ama

Crio uma imagem de perfeição
Aonde habita o sempre
Sempre e sempre amar

Em fagulhas de vontades
me despedaço

Meus sonhos se espalham
em estilhaços de letras ou arte

Meu sentimento se expande de mim
Como a mais intensa necessidade

De ser enfim
Apenas isso
Amor e Verdade

E tento trazer cada impressão
Do meu mundo sonhado
Pra cá

Por fora
uma decepção me invade

Aquele universo perfeito
Existe?
Ou eu mesmo criei pra mim?

terça-feira, outubro 17, 2006

Minha Realidade (Ale - 17/10/2006)




Fugi pra bem longe
Do que poderia ser normal

Talvez os quadros que pintei não sejam belos
Tampouco os poemas que fiz, reais
Aos olhos do mundo

Porém os faço com a alma

Não posso ser diferente
...é mais forte do que talvez
racional

sou eu,
apenas

Como a cigarra
Que de tanto cantar
Abandona sua “casca”

Mesmo alguém dizendo
“...pra quê? Sua casca é o que mais importa!”

Continuarei cantando o que sou
Despedaçando “cascas”

Renovando no canto à vida
Exaltando em versos e rimas
A realidade que encontro no amor

segunda-feira, outubro 16, 2006

Nem sei ao certo...(Ale – 16/10/2006)


...e então me encontro
em infindáveis sonhos
e vôos

resumo de tudo
em essência de nada

particularmente
subdividido em partículas
sobrepostas, ou não

condensado no que chamo
“SER”

sou...? sim
algo que sente
por isso, talvez o seja

sentimento é ser
de mim
cada suspiro trôpego ou ligeiro

apenas o que sinto
no momento exato em que percebo sentir,
estou sendo

sem isto, existo
apenas

simplicidade complexa
de compreender

quando penso ser
não estou sendo

porque ao meu ver
ou se pensa
ou se é

prefiro ser
o que realmente sou
quando estou apenas sendo

quinta-feira, outubro 05, 2006

A Brisa e o Menino (Ale - 05/10/2006)



Estrelas brincam
Dependuradas em raios de lua

Enquanto a brisa me diz baixinho
“você já viu?
Soprei em cada cantinho

em cada espaço vazio
em cada esquina
e em cada rua”


Assustado
Olhei pros lados
“Quem me falou assim?”
Logo indaguei

“A Brisa”
ela mesma me respondeu
“aqui estou, sou eu!”

Emocionado fechei os olhos
Parei todo meu pensamento
Pra escutá-la

Ela falou:
"não te assustes com minha voz
não vim falar dos temporais
nem sou aquele vento veloz...

vim te dizer:
Vê, cessaram os vendavais

Olhe o planeta
A natureza e as coisas belas

Veja as estrelas
Um universo...
Cada uma delas

Como também és tu
Pequeno mundo de aquarela

tanta nuance
tantos amores

tantas as rosas
tantas as flores...

Deixe-me aqui
Só um pouquinho
Soprando um pouco do meu carinho

E quando eu for
Soprar em outros mundos

Deixo contigo,
O meu perfume com cheiro de mato

O meu aroma do pé da serra
Da noite fria e enluarada,
O meu orvalho de primavera,
e o sereno da madrugada

E o teu mundo
Tão pequenino
Renovará

Teu coração
Menor ainda,
se alegrará

e dentro de ti, desde então
sempre terá
essa vontade de ser menino”

quarta-feira, setembro 27, 2006

Alvorada (Ale - 27/09/2006)





Encontro-me
Novamente entre o espaço
que reluz da alma

Claro
Mas não em luminosidade

Vago, apenas!

Solto nos ares
Infinitos e azuis
Da vida mansa

Viajando em círculo
Dentro de mim

Percorrendo uma suavidade
Remota, talvez
Porém viva

A isso chamo
Renascer

Lavado pela vida
Dura vida dos sentimentos
Modeladores dos seres

Agora leve
Como água que escorre
No rio constante

Vida, clara
Vida doce,
Viva alma

Faz-me puro,
Límpido como uma gota
Do orvalho da madrugada

Faz-me vivo
Claro como uma luz
Dos olhos da alvorada

Vida rosa
Vida dourada

segunda-feira, setembro 18, 2006

Semente (Ale - 18/09/2006)





Levo-me apenas
Como quem se deixa levar
Por uma brisa leve

E seguindo a direção do mar
Sinto-me livre

Liberdade soprada no vento
Dos meus próprios sentimentos guardados
...aqueles da alma

Uma alma entregue à vida

Viver é descobrir
Na maré das emoções,
Sejam elas caudalosas
ou mesmo tranqüilas,

a beleza contida nas águas

que hora nascem
...gota de orvalho
e hora deságuam
...densa cachoeira

Águas que lavam
limpando sonhos

e matam a sede
de toda alma sedenta

águas que molham sementes
plantadas no chão do meu peito

para que meu coração se transforme
em flor

e espalhe por todo universo
sopradas pela brisa suave
pequenas sementes de amor

sexta-feira, setembro 15, 2006

Às ordens mamãe...(Ale - 15/09/2006)


30 Anos
com uma filha de 10
e muitos planos

inverti a seqüência
do procedimento padrão
priorizei sempre meu coração

Cansei...
Vou estudar e depois disso
Ganhar dinheiro

Fazer jus ao meu nome claro e direto

Obedecer às ordens de minha mãe
Que no ano de 1976
Assim me disse:
Alessandro, (H)enrique...

Enfim, compreendi
o âmago do sofrimento

desobedecia até então
a ordem que me foi dada
naquela ocasião
o dia do meu nascimento

quinta-feira, setembro 14, 2006

Escalada (Ale - 14/09/2006)


Os muros?
Estes não existem
Mera ilusão

Saltei todos eles
Os que me foram apresentados
como empecilhos

Feridas expostas, sim
mas isso é parte do que aparenta ser,
apenas

Cada uma
Uma a uma
Nada mais do que marcas

E o que são marcas?
No fundo, são vida

Aprendizado e experiência
Contida na percepção humana

Alguns deles, dos muros,
tão altos
Distantes da minha insignificância

(Ainda há quem não acredita no amor
Pois saibam, todos
Eis que me fez maior que eu)

E mesmo mantendo minha "desimportância"
Cheguei ao topo de cada um deles

Ora...a queda
Faz-me rir
Outra ilusão marcante

A queda meus amigos
É a principal das marcas

Posto que o chão
Nada mais é
Do que um limite

E o amor, este sim
É infinito

Nada mais lindo
Nem mais tocante
Do que cair por ter amado

Os muros
As marcas
As dores e as feridas

Insignificantes
Diante do amor,
O principal motivo da vida

quarta-feira, setembro 06, 2006

Naturalmente (Ale - 06/09/2006)


Noite...
pálido céu negro

Contraste!

Sim, talvez.
Por hora um frio seco
Por outra...tarde

Um sol aquece o medo
E a luz permanece acesa
Dentro de mim

Abrem-se campos e sonhos
Matam-se flores.

Covardes!

Eis que aqui estou para defendê-las

Pois se não sou mar
Quebro nas praias
E se não as tenho
Hei de nos sonhos,
Um dia, tê-las.

Luz que me abre a vida
Em forma de girassóis
Traga-me aqui
O mais puro céu de azul cristal

Traga-me, apenas
Para dentro de ti

Como tragada a água
em terra seca
como tragada a cor
de uma borboleta azul
pelo olhar da correnteza

que de tanto correr
parece firme
e de tanto amar
joga-se ao mar

em uma forma única
de demonstrar
sua profunda natureza

quarta-feira, agosto 16, 2006

No inverno (Ale - 16/08/2006)


Como se fôssemos continuidade
Fito teus olhos
e nesse exato instante te sinto em mim

inexplicável emoção me brota
como a lágrima que rola a face do abandono
deixo-te sempre

olhar profundo
horizonte das águas entre as montanhas geladas

o frio me cala a boca

tento balbuciar palavras que te soem aos ouvidos
como canção perfeita
acariciando teu sonho mais colorido
mas é inútil

e a manada de cavalos selvagens
pisoteiam meu coração pequeno
diante do que eu mesmo nem sei dizer

corro de mim e fujo de tudo que me causa anseio
inutilmente

porque mesmo depois de correr
do próprio medo

e mesmo depois da angústia do terremoto
da emoção

tudo se cala
tudo se acalma

no fim de tudo
desse tudo imenso que há em mim
só o silêncio

absoluto, claro e eterno

olho adiante
e te vejo inteira
inabalável flor distante

recolho-me nas nuances de suas cores
posto que és primavera
no meu inverno

quinta-feira, agosto 03, 2006

Natureza humana, complexidade simples (Ale-03/08/2006)


O que é a natureza humana? No processo do desenvolvimento, desde quando somos crianças, principalmente quando somos, funcionamos como esponjas, absorvemos e absorvemos. Reflexos; manifestações; Gestos; Jeitos; Estilos; Maneiras; Atitudes; Comportamentos e até formas e maneiras de pensar. O que somos então? Somos realmente o que imaginamos ser? O que é ser? Formamos a personalidade em função do meio que estamos vivendo. Há quem diga que já trazemos coisas em nossa alma que é nossa. Teoria reencarnacionista, mas que não elimina o raciocínio, pois mesmo trazendo coisas de outras vidas, ainda assim são coisas absorvidas por nós. Retrocedendo até a nossa "criação", o que somos? Esse pensamento me faz crer que não há espaço pra ser humano algum ter alguma arrogância de que é alguma coisa muito importante, mas também não me dá o direito de julgar as pessoas arrogantes, posto que assim elas são, pelo meio e pela forma que assimilaram as informações na vida. Diante das circunstâncias, se alguém aparentemente humilde e compreensivo estivesse vivenciado meios em que sua "alma" acumulasse outras informações este continuaria sendo alguém assim? Sim, talvez devido a sua evolução. Mas a evolução também é fruto do que aprendemos, ou não? O que é evolução? As vezes vejo crianças ainda, tão cheias de superioridade e muitas vezes vejo adultos tão cheios de dúvidas tal qual uma criança. Essa é a beleza da vida, as diferenças humanas em busca da unificação. Vaidade é sutil e quase imperceptível e é preciso muita boa vontade para detectá-la, ouso dizer que é preciso muito desapego de si mesmo pra tal percepção. Humildade é a supremacia absoluta de um ser, porém da mesma forma é imperceptível, posto que no momento em que se ousa percebe-la já deixou de ser humildade. E assim, nós, os seres humanos em busca de nos compreendermos e compreendermos a vida e as manifestações de nossa natureza. Amar, talvez seja o melhor caminho, porque é amando que nos percebemos e compreendemos que apesar de não sabermos o que somos, podemos ao menos sermos espelhos que refletem a grande energia movedora do amor, o próprio universo pulsante da vida. Termino esse texto, citando uma frase que considero cabível, de Paulinho da Viola: "Não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar"! Resta-me apenas compreender o movimento do mar e me entregar às suas águas.

quarta-feira, julho 26, 2006

Pra te falar...(Ale - 26/07/2006)


Se eu soubesse como te falar
Aquilo tudo que me faz sentir teu rosto

Se eu soubesse como te mostrar
Que em determinada rua ouço todos os teus passos

Caminho sempre em direção a ti
Muito embora, por muitas e muitas vezes
eu não saiba como te encontrar

então, apenas fico aqui
calado e parado
em mim mesmo

porque aqui, eu sei
você sempre está

Quando me calo,
Percorro cada canto da minha alma
Plantando sonhos

Muito embora, ainda um simples aprendiz

Meu lindo amor
Ah, se eu soubesse
Todas as formas de lhe fazer tão mais feliz

Mas o que move
Um coração que ama
É a mesma força
Que move todo o universo infinito

Por isso sonho
Por isso planto

E é por isso mesmo, que eu não paro
De acreditar
Nesse amor bonito

segunda-feira, julho 17, 2006

Apenas (Ale - 17/07/2006)


Quero antes de tudo poesia
Antes mesmo da vida mundana e suja
Das ruas da hipocrisia

Quero antes do dia a certeza
E antes mesmo da calma que existe no belo
A beleza

Quero antes de tudo
O nada
A bela simplicidade de olhar, apenas

Não quero nem céu nem mar
Muito menos as falsas antenas

Quero antes da informação das horas
O acalanto doce e suave do vento

Não quero o som das guitarras
Não quero mais ler o jornal
Nem as mentiras das previsões do tempo

Só quero o barulho das ondas
Quebrando e quebrando e quebrando
...aqui dentro

sexta-feira, julho 14, 2006

Teu coração, meu mar (Ale - 14/07/2006)


Tenho em seus olhos
Meu norte

O oriente é o brilho
Em seu céu estrelado de sonhos

Navego em suas águas claras
Inteiro e entregue

Por infinitas horas me leva
Por entre a calma de teu sereno

Mar límpido
Suave e tranqüilo

Intensos brilhos de sol
ou de luar

Noitinha de branca prata
Tardinha de fino ouro
Tuas águas são jóias flutuantes

Hora, és forte
Bravio, de caudalosas ondas
Ansiedade e temor percorrem todos os meus sentidos

Medos e pensamentos distantes,
se formam em mim

Sou teu, apenas teu
Vivo de ti
E eis que me recolho em esperanças

me entrego ao sonho
e quando desperto de meu cansaço
és calmaria e brisa leve

meu doce mar
de águas belas

sou todo teu
em minhas veias
tuas águas correm

tu és a fonte
a força e a alma
imensidão

meu lindo mar
meu horizonte azul e belo
quero ser gota de suas águas
no oceano do coração

quarta-feira, julho 12, 2006

Amar a Flor (Ale - 12/07/2006)


"Não sou como a abelha saqueadora, que vai sugar o mel de uma flor e depois de outra flor. Sou como o escaravelho negro, que se enclausura no seio de uma unica rosa e vive nela até que ela feche as pétalas sobre ele e, abafado neste aperto supremo, morre entre os braços da flor que elegeu." (Roger Martin du Gard)

Uma força impulsiona as entranhas da alma.
Como um vulcão que se acorda,
E o peito jorra as emoções profundas.

O corpo, nessa hora é dor.
Ansiedade intensa, como a maré veloz das águas salgadas,
borbulhando olhares e sonhos perfeitos.

Erupção de sensações e pensamentos que forma um todo.
Sentimento!

Nessa hora a dor se expõe,
mas não a dor cruel do sofrimento,
a luz do sentir apenas.

Arranca de minhas camadas,
o gosto da terra úmida e inalcançável
por minhas próprias pernas.

Arremessa das profundezas de um coração,
aquilo que é preciso surgir; Existir; Ser.

Sou, o que de mim aflora.
A consciência da precisão!

Preciso para que eu possa ser
o início de mim mesmo, em vida.
e para que eu seja,
é preciso você.

Como a semente e a seiva
Brota a lágrima
E meu olhar ilumina cada cantinho

Compreendo aqui dentro de mim o amor
Seu sorriso tão lindo, você.
Nada mais que uma flor
Seu calor; seu carinho

segunda-feira, julho 10, 2006

Amor e Luz (Ale - 10/07/2006)


Amar é água
Formas diversas e nenhuma
Adaptação constante e natural

Transformando a alma
Transcendência universal

O Universo ama
Em suas constelações

Corações em pedra
Tomam formas de luz
Modelados pelo amor

Amo sim
Sem dúvida

Formando em mim
Você

Entre as estrelas do meu céu
Sua luz se faz

Eterna e simples
Como a gota
Oceano da energia da vida

Amo sim
Em ti
Ente de luz

quinta-feira, junho 29, 2006

Sentimento Claro (Ale – 29/06/2006)




Sou real quando de mim me ausento
Quando vôo para fora do espaço
Entre o que julgo ser e o tempo

Aquele que chora quando a poesia toca
Ou até mesmo ao tocar do vento

Aquele que ri quando o sonhar desponta
Quando se expande em luz,
Um fio de pensamento

Meu sentimento é minha própria majestade
Autoridade viva

Quando choro também canto

Canto a canto da alma
Vasculho o que há em volta
Mesmo aqui dentro

Nada!

Sensações; Emoções
Enigmas da esfinge
Não finjo

Calo para sentir
E sinto
Amor, tão raro

Meu nada essencial
de tudo que aparento

O sopro de vida enfim
O sonho dentro de mim

Real como o sentimento
Que faz tudo ser tão claro

segunda-feira, junho 26, 2006

Renovando (Ale - 26/06/2006)

A alma agora brinca
A vida? Um enorme campo
Um doce perfume se espalha
No ar revestido de flor

A criança renasce tranqüila
E o sol com nuanças de cores
Reflete o brilho dos olhos
A luz reascende o amor

O vento, agora é suave
Soprando a leve semente
Percorrendo o campo florido

O jardim se renova inteiro
O semblante tão mais verdadeiro
E o campo, tão mais colorido

A vida, o sol e a criança
O campo, o jardim e a cor

O tempo, a fé e a esperança
Unidos na força do amor

quarta-feira, junho 14, 2006

Inspirar você (Ale - 14/06/2006)


Vieste como a brisa da tarde
Beira do mar da alma

Teus olhos são lanças que laçam
Cuja ponta são flores perfeitas
Em sua beleza acesa

Meu coração entregue
Sim, completamente seu
de forma que o infinito se fez inteiro
em uma simples lágrima que brota do amor

formado em gota
penetrando a minha própria vida
suave vida pulsante

A flor que emana sentida,
por dentro do peito agora aberto
Clara e intensa
Com o cheiro da paz

Beijo que transcende a natureza visível
Dominando o espaço
O pequeno espaço que tenho
Entre o nada e você

Elevando-me em sonhos e encantos
Desejos e sentidos, em ti

o amor em nós
unificando olhares e inspiração
como a gota que se uni ao oceano
se tornando mar

segunda-feira, junho 12, 2006

Harmonia (Ale - 12/06/2006)


A Leveza se expande na essência de cada ser
Expandindo o próprio ser no universo de si mesmo
Alimentando de amor cada partícula que constitui a alma

A paz de espírito é o domínio do amor sobre toda sensação
A dúvida, a ansiedade os medos e sofrimentos eliminam-se,
diante da imensidão da força que move o todo

A harmonia das vibrações
Na musicalidade da vida

Eis o amor
Maestro Universal
da orquestra da existência

sexta-feira, junho 02, 2006

O Infindável (Ale-02/06/2006)


Antigas lutas! Guerras vencidas entre tantas batalhas perdidas
Talhar a mim mesmo. Para isso me servem as batalhas.
Foram tantas sob a cortina celeste.
Hora cinza; Hora azul, porém horas e horas e horas...
Longas e demoradas horas

Infindável, a vida se expande em abraços intensos
Idas e vindas...vindas e idas e vindas e vindas
Bem-vinda a vida
Bem-vindo o amor

Os sonhos? Estes são bálsamos
Não há guerra que os elimine,
Ou batalha que os destrua
Os sonhos são como os filhos
Sempre vivos dentro de cada coração sonhador

Há quem diga por aí que se destrói sonhos
Eu porém vos afirmo
Não há quem os elimine
Invencíveis e eternos eles são

Existem sim, sonhadores que abdicam de si mesmos
Em função das desilusões e sofrimentos
Porém há esperança,
a grande defesa da alma que sonha.

Sonho e esperança andam juntos
Eternos companheiros aliados
Incessantes, insistentes e presentes
Sempre! Sim, sempre vivos em cada um
Só é preciso a fé

Sonho, Esperança e Fé
Grandes soldados na luta e na lida
Todos aliados a nós
Instrumentos essenciais, na grande busca
A missão infinita e sagrada de amar

quarta-feira, maio 24, 2006

Felicidade (Poesia dedicada à minha filha) Ale - 24/05/2006


Deus me fez poeta
Mas não para que eu me considere
Apenas pela dor de ser assim

A dor? Sim!

O amor é meu mentor
Meu guia
Meu instrutor primeiro

Pouco importa a gramática
O dicionário ou a caligrafia

A dor e o amor

Estes sim
Verdadeiros autores
Da minha poesia

Onde há o amor,
Lá estarei

A dor? também
Parece até que é minha
Mas não, sei que não é
Que vai comigo,
Sim, isto eu bem sei

Contraditório, não?
Vou ao amor
E levo a dor

E se eu ficasse?
Ah, meus amigos,
Eis a resposta
Se eu ficasse, além da dor
O meu amor também doía

Por isso vou
E a tal da dor, me servirá de inspiração
transformarei em mais amor
Em mais poesia

Até que então, um dia
Somente amor em meu coração

Que Deus conceda
Não ter distância
Só união
Entre o amor e a alegria

segunda-feira, maio 22, 2006

Você, minha vida (Ale - 22/05/06)


.

Fecho os olhos em tua busca
Acompanho o pulsar em meu peito
E percebo o som de seus passos

Cada passo um pulsar
No pulsar um desejo

Suave e leve
Você
Um amor,
um calor e um beijo

Os meus olhos se abrem tranqüilos
Sinto cheiro de flores tão raras
E as cores, já têm novo brilho

Cada brilho, um olhar
Um olhar que me ampara

Suave e leve
Você
Uma luz
de beleza tão clara

E a lágrima, escorre brilhando
E aflora a certeza contida
Coração tão entregue, sonhando

Cada sonho um cantar
cada canto uma nota que vibra

Suave e leve
Você
Minha paz
Minha alma e minha vida


quinta-feira, maio 11, 2006

Minha essência (Ale – 11/05/2006)


Acordo no espaço,
como se deitado em uma estrela distante e fria
O frio? Não o sinto de fato,
posto que meu centro me aquece inteiro

Ao lado te busco e não vejo
Porém em mim
Nem preciso buscar-te
Estais sempre

Como o pulsar da alma
E o sangue que corre nas veias
És tu
Viva e completa

Absoluta?
Talvez! Mas com nuanças de sensações
Plena, porém diversa
Inteira, mas em fagulhas

Tom sobre tom
Música sobre cor

Como melodia misturada em tintas
Pinceladas de notas musicais te formam
Arte em seu esplendor

Vibração e Essência
Emanação de luz e energia do ar
Minha vida

És plena
e intensa,
meu amor

sexta-feira, maio 05, 2006

Caminho do Amor (Ale - 05/05/06)





Tanta força contida em um só peito aberto. Tantas vidas que por mim passaram e todas elas tão intensas. A verdade de mim mesmo, do que sempre sinto, a entrega simplesmente por acreditar que a felicidade é o amor e mais nada, porque dele tudo provém.

Cada vida um sonho de me encontrar. A missão de reerguer a mim mesmo, juntamente com toda alma que então convivi. A luta intensa e constante de fazer do simples ato de viver uma beleza infinita. Um gesto; Um olhar; Um carinho; A real importânica da existência. Eis o que busco e sempre busquei, muito embora em cada vida uma forma, uma maneira de torná-la verdadeiramente viva.

Eis que após longos e demorados anos de lutas intensas e sonhos, como um raio de sol pela fresta você me penetra a alma; Como a sombra da palmeira após longa caminhada sob o calor escaldante de um deserto; Como a música suave após a agitação acelerada de um dia corrido ou como um domingo tranqüilo e aquecido dentro de casa e a chuva lá fora com a melodia da natureza. Você chegou como quem não quer nada e apossou-se de mim por inteiro, de cada partícula que me compõe me refazendo a cada dia em vida, com a força do seu próprio amor, com a flor e a beleza do jardim que colore o ser. Você me dá paz e me eleva ao mundo de amor que quero viver e hoje vivo sem dúvidas, em você.
Encontro assim a minha própria essência, como o espelho diante de mim, refletindo a imagem em tonalidade clara e serena, com a força do carinho e do amor suave.

Entre tantas coisas tão sagradas, uma Rosa no jardim do poeta, dando cor e revivendo a verdadeira poesia do fundo da alma. A poesia do amor

terça-feira, abril 25, 2006

Um só (Ale - 25/04/2006)


Quando a natureza flora
As cores se refazem vivas como agora

Quando o meu amor te chama
A chama de nós dois flameja sobre longas horas

Teu amor é luz que acende o espaço
Das coisas que se fazem claras

Chama que nos chama
Eterno fogo vivo de um coração em vida
Uma vida acesa em tudo que me faz querer
você em mim

Ama coração que brilha
No pulsar da imensidão, tu vibras
Como fonte que jorra almas
que se fundem em si

Luz vibrante
Integração de nós
Apenas um só sentir

Quando então a natureza flora e nos chama
Teu coração é meu
Meu coração é teu
E assim, tudo vibra,
Tudo vive
tudo ama

quarta-feira, abril 12, 2006

Teu Nome (Ale - 12/04/2006)





Profundidade!
Meu ser se eleva ao espaço e te encontra
Pairando como a brisa suave

Percebo em ti, a nota esquecida
O tom real e belo da musicalidade que está em mim
Vibração celeste e perfeita como
Canção de amor

A energia circula por toda parte
E me conduz para o centro de minha alma solta
O mesmo centro de ti

Teu olhar uma Mandala de luz
Tua pele, pétala
És como a flor que encanta.

Teu corpo é leve como o vôo dos pássaros
A beleza do teu coração é um templo
E o teu nome é para mim um mantra

quarta-feira, abril 05, 2006

Luz do Dia (Ale – 05/04/2006)


Os meus olhos opacos acenderam
E a melancolia se desfez
Revivendo em mim todas as cores belas

A luz penetrou meu espaço inteiro
Renascendo na alma de uma só vez
O brilho intenso de uma luz singela

Meu cansaço agora já se foi
Minhas lutas, todas elas esqueci
Meu passado então eu já nem sei
Das sofridas dores que senti

Hoje o tempo é bom e o céu é claro
No meu peito a paz é mais intensa
Quando o vento me traz o seu amparo
E o dia tem sua presença

O amor então, esse nem falo
É melhor calar para senti-lo
Pois agora que ele é tão tranqüilo
O que devo fazer mesmo, é amá-lo