
quinta-feira, julho 26, 2007
Compreender Pessoa (Ale- 25/07/2007)

Fernando Pessoa me entende.
Quero um dia eu entendê-lo
para que enfim eu possa compreendê-lo,
assim como ele me compreende.
terça-feira, julho 10, 2007
O Nosso Mar (Ale - 10/07/2007)

O que aqui ficou
Permaneceu intacto
como o azul do céu
hora nuvem cinza
hora anil
vento que sopra forte
limpando a face das ondas
com o gosto da praia
areia clara
por onde andei
te procurando
o vento te trouxe aqui
agora inteira
por sobre o mar.
Lembra do mar?
O nosso mar,
minha sereia
Temporal e calmaria
beira do cais
Ah, meu amor
meu doce amor
água de sal
O nosso mar de águas claras
Beleza rara
Transforma em céu
Céu feito mar
Nas ondas feitas do véu
Formada em seus cabelos
Nas tintas tão coloridas
Que te pintei
Por sobre o mar
Que eu te dei
me lanço inteiro
onde agora,
eu que lhe peço
- ensina-me a nadar
Permaneceu intacto
como o azul do céu
hora nuvem cinza
hora anil
vento que sopra forte
limpando a face das ondas
com o gosto da praia
areia clara
por onde andei
te procurando
o vento te trouxe aqui
agora inteira
por sobre o mar.
Lembra do mar?
O nosso mar,
minha sereia
Temporal e calmaria
beira do cais
Ah, meu amor
meu doce amor
água de sal
O nosso mar de águas claras
Beleza rara
Transforma em céu
Céu feito mar
Nas ondas feitas do véu
Formada em seus cabelos
Nas tintas tão coloridas
Que te pintei
Por sobre o mar
Que eu te dei
me lanço inteiro
onde agora,
eu que lhe peço
- ensina-me a nadar
quarta-feira, junho 13, 2007
O Penhasco de Dentro (Ale- 13/06/2007)

Fascinação do poeta
Em letras sujas ou reluzentes
Espalha-se em papéis amarelados
Fantasias grotescas
em mundos obscuros
refletindo a alma
dos que compõem
imensidão é porta
por onde entra o ar
em que respira a fragrância
do que um dia sonhou
Ah! Pobre poeta de dor
Dói. Desacostuma-se à alegria
Momentos de transe
No êxtase em mim
Sopram os ventos
Incompreensíveis ventos da alma
Caem as almas dos penhascos
De suas próprias entranhas
Ah! Pobre alma insana
Já não mais chora por sentir
E sim por ser
Apenas o que acontece
Aqui ou ali
Nem sei mais o quê
Já nem se quer me apetece saber
Entrego-me em cores
as quais colori
dentro do que talvez
eu fosse
já não sou mais
o que um dia senti
e já nem sinto
o sorriso na face
Oh, mundo sofrido!...Perdi
Jogaste-me ao canto da rua
Sem gente
Oh rua demente
O frio estilhaça os ossos da face
Infinito horizonte da arte
Aquele que me faz ser assim
Apenas assim
Em letras sujas ou reluzentes
Espalha-se em papéis amarelados
Fantasias grotescas
em mundos obscuros
refletindo a alma
dos que compõem
imensidão é porta
por onde entra o ar
em que respira a fragrância
do que um dia sonhou
Ah! Pobre poeta de dor
Dói. Desacostuma-se à alegria
Momentos de transe
No êxtase em mim
Sopram os ventos
Incompreensíveis ventos da alma
Caem as almas dos penhascos
De suas próprias entranhas
Ah! Pobre alma insana
Já não mais chora por sentir
E sim por ser
Apenas o que acontece
Aqui ou ali
Nem sei mais o quê
Já nem se quer me apetece saber
Entrego-me em cores
as quais colori
dentro do que talvez
eu fosse
já não sou mais
o que um dia senti
e já nem sinto
o sorriso na face
Oh, mundo sofrido!...Perdi
Jogaste-me ao canto da rua
Sem gente
Oh rua demente
O frio estilhaça os ossos da face
Infinito horizonte da arte
Aquele que me faz ser assim
Apenas assim
Produto da vida sem fim
quarta-feira, maio 30, 2007
Amar (Ale - 30/05/2007)

Faz tempo que não te vejo
E teu olhar, novamente me toma a alma
Como se fosse sempre assim
Tu és presente aqui,
Como o sentir das minhas mãos
Ao toque das tuas
A leveza me domina o coração
E meu mar, mesmo que ainda
Sob as previsões dos temporais
Está calmo
Tão calmo que me assusta
Como se a certeza de ti
Estivesse cada vez mais evidente
E todas as aparelhagens que prevêem
não condizem com o real
O real nem sempre é visível
Muitas vezes somente sentido
E o sentimento é bússola
Que nos conduz à calmaria
Maremotos, tempestades
Enfrentamos.
Eu, meu mar e você
Não, não era apenas porque tinha que ser
E sim, pra que pudéssemos
Compreender todos os movimentos
Das marés, das águas
Das correntes, das ondas
Das gaivotas e dos ventos
Compreendemos
E agora, estamos aqui
Diante de tudo que passamos
Sim, meu amor...vivemos
Navegamos!
Aprendemos enfim
Muita coisa essencial
Aos navegantes
Agora, aportemos.
O meu barco agora é teu
E teu barco, meu
Seguiremos
Sim! Meu belo mar te pertence
E só tu és capaz de deixa-lo assim
Suave e tranqüilo
Sei que as águas caudalosas
Já passaram.
Nos resta o mar
De mim
De ti
De nós
E teu olhar, novamente me toma a alma
Como se fosse sempre assim
Tu és presente aqui,
Como o sentir das minhas mãos
Ao toque das tuas
A leveza me domina o coração
E meu mar, mesmo que ainda
Sob as previsões dos temporais
Está calmo
Tão calmo que me assusta
Como se a certeza de ti
Estivesse cada vez mais evidente
E todas as aparelhagens que prevêem
não condizem com o real
O real nem sempre é visível
Muitas vezes somente sentido
E o sentimento é bússola
Que nos conduz à calmaria
Maremotos, tempestades
Enfrentamos.
Eu, meu mar e você
Não, não era apenas porque tinha que ser
E sim, pra que pudéssemos
Compreender todos os movimentos
Das marés, das águas
Das correntes, das ondas
Das gaivotas e dos ventos
Compreendemos
E agora, estamos aqui
Diante de tudo que passamos
Sim, meu amor...vivemos
Navegamos!
Aprendemos enfim
Muita coisa essencial
Aos navegantes
Agora, aportemos.
O meu barco agora é teu
E teu barco, meu
Seguiremos
Sim! Meu belo mar te pertence
E só tu és capaz de deixa-lo assim
Suave e tranqüilo
Sei que as águas caudalosas
Já passaram.
Nos resta o mar
De mim
De ti
De nós
Ah! Mar...
segunda-feira, maio 28, 2007
Florescer (Ale - 28/05/2007)

Eu queria hoje, apenas um olhar
Que me arrancasse a dor ou a alma
Posto que, andam juntas
O som de um sorriso claro e aberto
Sem rancores ou disfarces
Hoje eu queria soltar
todo o amor que me arde o peito
tal qual um pássaro
que voa livre
queria poder sonhar sem me lamentar
de tudo aquilo que perdi
ou que nem mais sei por onde anda
hoje eu não queria mais chorar de doer
nem lembrar que sofri
hoje, meu Deus
queria apenas sentir o perfume
das flores que só existiam
quando eu era criança
Ah! Doce criança
Que não sabe o que é a dor
Porque o amor lhe é eterno
Apenas uma criança eu queria ser
Por hoje
Por hora
Pra sempre
Pra que não conseguisse enxergar
As malícias nem as trapaças
Desse mundo tão cru e distante
Mundo que chora
Pela falta do amor
Em suas entranhas
O preto estampando um contraste
Com o cinza
Vida, por hora descolorida
aonde o amor nasce e cresce
mas que não flora
por ausência de espaço
ocupado pelos prazeres
e ilusões envolventes
hei de um dia entender
a chave do novo mundo
aquele que amanhece
aonde as flores são amadas
Que me arrancasse a dor ou a alma
Posto que, andam juntas
O som de um sorriso claro e aberto
Sem rancores ou disfarces
Hoje eu queria soltar
todo o amor que me arde o peito
tal qual um pássaro
que voa livre
queria poder sonhar sem me lamentar
de tudo aquilo que perdi
ou que nem mais sei por onde anda
hoje eu não queria mais chorar de doer
nem lembrar que sofri
hoje, meu Deus
queria apenas sentir o perfume
das flores que só existiam
quando eu era criança
Ah! Doce criança
Que não sabe o que é a dor
Porque o amor lhe é eterno
Apenas uma criança eu queria ser
Por hoje
Por hora
Pra sempre
Pra que não conseguisse enxergar
As malícias nem as trapaças
Desse mundo tão cru e distante
Mundo que chora
Pela falta do amor
Em suas entranhas
O preto estampando um contraste
Com o cinza
Vida, por hora descolorida
aonde o amor nasce e cresce
mas que não flora
por ausência de espaço
ocupado pelos prazeres
e ilusões envolventes
hei de um dia entender
a chave do novo mundo
aquele que amanhece
aonde as flores são amadas
e aonde o amor floresce
sábado, maio 19, 2007
REINADO (Ale - 19/05/2007)

Eu fico aqui parado
Olhando o tempo em sua infinidade de fases
Hora quieto, hora agitado, hora nem sei...
O tempo, essa luz presente
me leva em lugares distantes
Nas Profundezas da minha própria alma
Lá, aonde os amores eram eternos
E os sentimentos eram intensos
As amizades eram jóias preciosas
Doávamos a nós mesmos por quem amávamos
A entrega era completa
Amávamos de peito aberto
Amigos e amores,
fiéis e inseparáveis
A honra prevalecia diante de tudo
Como uma lei universal
Palavras tinham força
E os olhares falavam mais que a própria boca
Tempo distante que se desmonta
Pouco a pouco
Uma tristeza me consome
Quando percebo ao meu redor
que já não é nem a metade do que fora um dia
e o mundo que tenho em mim
se desmorona feito duna de areia
levada ao vento
o vento dos egoísmos
e vaidades
o vento que sopra longe
aquilo que é real e profundo
e enfeita as superfícies das almas corrompidas.
O mundo dos produtos postos à venda
vende-se gente,
compram-se amores e amizades
A busca acelerada por aparências
Aonde o ser se apaga
Dando lugar ao ter
E as pessoas desenfreadas
Buscam aquilo que nem mesmo elas
Sabem o quê...
Quase tudo agora é descartável
- Serve-me um tempo
e jogo fora, porque agora
quero algo mais notável!
Os velhos perdem o valor
Todos ultrapassados
Porque o passado
Aonde o amor era toda a soberania de um reinado,
se acabou
Ainda sinto amor pelo rei
Meu grande rei
Aquele a quem eu dava a vida se precisasse
Sinto saudade dos velhos tempos
Grandes reinados
O meu cavalo,
companheiro das lutas,
me acompanhava até o fim
Hoje são carros,
Feitos de lata
Que nem se quer me olham
Tempo das coisas frias sem sentimento
Quando o amor se apresentava no coração
Buscávamos a sintonia
Dos mais nobres tratamentos
O carinho e a dedicação eram completos
E a vida se transformava
Em um caminho reto
Em busca da perfeição
Nova aurora se apresentava
O coração preenchia de amor
Pela mulher amada,
Pelos amigos
Por nosso rei
Pela nação!
Onde estão todos, nobres senhores?
Quero poder ter a nobreza de volta ao mundo
E a beleza que é a vida
Possa brilhar em realeza
Quero o amor entre os amigos
O compromisso da amizade
Se transformando em fortaleza
Amor ao rei
Fidelidade brotando do coração
Tempo de glória
Mundo ideal
Talvez um dia eu possa
Em humildade e merecimento
te renovar dentro de mim
Luta constante,
transformação
Um grande amor!
A realeza de um coração
Pela nobreza de um lar
Olhando o tempo em sua infinidade de fases
Hora quieto, hora agitado, hora nem sei...
O tempo, essa luz presente
me leva em lugares distantes
Nas Profundezas da minha própria alma
Lá, aonde os amores eram eternos
E os sentimentos eram intensos
As amizades eram jóias preciosas
Doávamos a nós mesmos por quem amávamos
A entrega era completa
Amávamos de peito aberto
Amigos e amores,
fiéis e inseparáveis
A honra prevalecia diante de tudo
Como uma lei universal
Palavras tinham força
E os olhares falavam mais que a própria boca
Tempo distante que se desmonta
Pouco a pouco
Uma tristeza me consome
Quando percebo ao meu redor
que já não é nem a metade do que fora um dia
e o mundo que tenho em mim
se desmorona feito duna de areia
levada ao vento
o vento dos egoísmos
e vaidades
o vento que sopra longe
aquilo que é real e profundo
e enfeita as superfícies das almas corrompidas.
O mundo dos produtos postos à venda
vende-se gente,
compram-se amores e amizades
A busca acelerada por aparências
Aonde o ser se apaga
Dando lugar ao ter
E as pessoas desenfreadas
Buscam aquilo que nem mesmo elas
Sabem o quê...
Quase tudo agora é descartável
- Serve-me um tempo
e jogo fora, porque agora
quero algo mais notável!
Os velhos perdem o valor
Todos ultrapassados
Porque o passado
Aonde o amor era toda a soberania de um reinado,
se acabou
Ainda sinto amor pelo rei
Meu grande rei
Aquele a quem eu dava a vida se precisasse
Sinto saudade dos velhos tempos
Grandes reinados
O meu cavalo,
companheiro das lutas,
me acompanhava até o fim
Hoje são carros,
Feitos de lata
Que nem se quer me olham
Tempo das coisas frias sem sentimento
Quando o amor se apresentava no coração
Buscávamos a sintonia
Dos mais nobres tratamentos
O carinho e a dedicação eram completos
E a vida se transformava
Em um caminho reto
Em busca da perfeição
Nova aurora se apresentava
O coração preenchia de amor
Pela mulher amada,
Pelos amigos
Por nosso rei
Pela nação!
Onde estão todos, nobres senhores?
Quero poder ter a nobreza de volta ao mundo
E a beleza que é a vida
Possa brilhar em realeza
Quero o amor entre os amigos
O compromisso da amizade
Se transformando em fortaleza
Amor ao rei
Fidelidade brotando do coração
Tempo de glória
Mundo ideal
Talvez um dia eu possa
Em humildade e merecimento
te renovar dentro de mim
Luta constante,
transformação
Um grande amor!
A realeza de um coração
Pela nobreza de um lar
terça-feira, maio 15, 2007
O Andarilho (Ale - 15/05/2007)

Ainda lembro com detalhes daquele teu olhar. Ainda sinto aqui dentro, toda a força contida em seu sorriso ao acaso. Não...Não sei porque não estás aqui agora. Teu cheiro era essência que me conduzia ao teu sentimento. Sublime sentimento de uma mulher que ama, que ri e que chora de amor apenas para si mesma. Mulher que quando sofre, se cala e quando ama se entrega ao seu próprio coração em chamas. A vida te fez forte e te mantém intacta de tudo que te rodeia, mesmo dos pensamentos mais audaciosos e astutos como as raposas. O teu controle é indiscutível e real...quase uma rocha, presa em uma montanha aonde corre um rio de sentimentos. Apoiada apenas por uma leve flor silvestre. Quando te olho, às vezes me pego confuso! Quem és tu? A rocha ou a pequena flor? Não sei, pois até hoje eu nada sei a teu respeito e até então não sei dizer o fim. Infinito amor que me persegue. Hora te deixo, hora te busco, hora te esqueço e hora nunca haverei de deixar-te, meu doce amor. Um paradoxo vivo em meu coração. Aquilo que é, mas nunca foi, mas que o universo te traz aqui, pra sempre. Muitas vezes, te jogo nas profundezas do calabouço da minha mente e nessa hora, nem sei teu nome e finjo que não existes mais. Vasculho todo compartimento da minha alma, mesmo aqueles mais longínquos e não te vejo. Respiro fundo e sigo em frente, um certo alívio, uma angústia. Faço a limpeza necessária, conforme cita o protocolo das convivências...”O que passou, passou” ando pra frente, mas é inútil. Sempre. Corro, fujo, luto e até penso que agora sim, tu não existes mais aqui dentro. Triste ilusão impregnada no meu espírito de viajante. Vê, bem ali, na frente, não é você? Então, meu Deus eu te pergunto enfim, por quê? O amor é mesmo um sentimento desconhecido pelos humanos e a força contida no que de fato importa, é minha bússola. Já que estás sempre aqui, me deixo ser assim. Um eterno e inquieto andarilho do teu coração perfeito.
quinta-feira, maio 10, 2007
Pra não morrer de amar (Ale - 10/05/2007)

E assim, aos pouquinhos o mundo me vence
E eu aprendo que lutar não adianta
A não ser pela nobreza de um lutador
Porque os fatos permanecem
Ninguém muda
A vida anda
Atropelando um coração cansado
De amar
Aos pouquinhos vou morrendo
E aprendendo que amar
Nem sempre é bom
Talvez o certo
E os anos vão passando
Como passa a nuvem
Hora clara ou carregada
Meu coração
Céu da minha alma em tempestade
Quantas vezes eu pedi que fosse agora
O pra sempre que sonhei desde criança
Quantas noites eu pedi pra ir embora
Dessa terra que me arranca a esperança
Estou aqui, ainda inteiro
Em fagulhas ou pedaços
Rejuntando o que me resta de mim mesmo
Novamente e aos poucos me refaço
O meu mundo tão distante, ainda vejo
Dos amores de infinita intensidade
E dos épicos corações apaixonados
Mergulhando nos meus sonhos e desejos
Oh, Deus de amor ilimitado!
Olhe agora por um filho que te implora,
me renova a esperança aqui no peito
pra que eu possa conhecer o que é vitória
E eu aprendo que lutar não adianta
A não ser pela nobreza de um lutador
Porque os fatos permanecem
Ninguém muda
A vida anda
Atropelando um coração cansado
De amar
Aos pouquinhos vou morrendo
E aprendendo que amar
Nem sempre é bom
Talvez o certo
E os anos vão passando
Como passa a nuvem
Hora clara ou carregada
Meu coração
Céu da minha alma em tempestade
Quantas vezes eu pedi que fosse agora
O pra sempre que sonhei desde criança
Quantas noites eu pedi pra ir embora
Dessa terra que me arranca a esperança
Estou aqui, ainda inteiro
Em fagulhas ou pedaços
Rejuntando o que me resta de mim mesmo
Novamente e aos poucos me refaço
O meu mundo tão distante, ainda vejo
Dos amores de infinita intensidade
E dos épicos corações apaixonados
Mergulhando nos meus sonhos e desejos
Oh, Deus de amor ilimitado!
Olhe agora por um filho que te implora,
me renova a esperança aqui no peito
pra que eu possa conhecer o que é vitória
quarta-feira, maio 02, 2007
Aqui nos Sonhos (Ale - 02/05/2007)

Minha alma chora a ausência
Um vácuo em mim
Arranca a noção de meus passos
Aonde ir?
O chão se extingue feito uma nuvem
Que apenas passou
Sob meus pés andantes
Não há caminho
Nem estrada que me leve aonde quer que seja
Apenas vivo
Solto no espaço da minha própria existência
Solitário como a estrela mais distante
Derrubei as paredes em que me apoiava
E me tiraram à base
A minha volta
Astros em sua órbita
Emanam forças celestes
Para preservar meu eixo
Belos astros que contemplo
Admirados em suas luzes
Um alento
Temo ser em vão
Tanta energia
Pois me sinto fraco
Temo despencar
Num precipício Infinito
Dentro de mim
Permaneço enquanto posso
Movimento orbital
Aqui nos sonhos
Não descanso
Porque não posso parar
Fortaleço e me refaço
Cada instante do universo
É o começo
E meu tempo
É a beleza de amar
Um vácuo em mim
Arranca a noção de meus passos
Aonde ir?
O chão se extingue feito uma nuvem
Que apenas passou
Sob meus pés andantes
Não há caminho
Nem estrada que me leve aonde quer que seja
Apenas vivo
Solto no espaço da minha própria existência
Solitário como a estrela mais distante
Derrubei as paredes em que me apoiava
E me tiraram à base
A minha volta
Astros em sua órbita
Emanam forças celestes
Para preservar meu eixo
Belos astros que contemplo
Admirados em suas luzes
Um alento
Temo ser em vão
Tanta energia
Pois me sinto fraco
Temo despencar
Num precipício Infinito
Dentro de mim
Permaneço enquanto posso
Movimento orbital
Aqui nos sonhos
Não descanso
Porque não posso parar
Fortaleço e me refaço
Cada instante do universo
É o começo
E meu tempo
É a beleza de amar
sexta-feira, abril 20, 2007
Vibração (Ale – 20/04/2007)

Eu sou de mim
Cada pedaço de desejo
De ser nada
Em sintonia absoluta
Com o espaço
No universo
O meu tempo,
Meu pedaço
Canta à noite
E à lua cheia
Mãe brilhante
Minhas dores e temores
Mero andante
Andarilho das estrelas
Entrelaço
Laço a alma
Amo a vida
que me faço
e refaço
em saudades e amores
construção de sonhos
lapidando as dores
transformando em estilhaços
e nuances do saber
inteligência infinita
da essência do querer
Em Ser,
me transformo
E ascendo o fogo da Evolução
É a chama do amor
Luz Perfeita
Refletida do vibrar do coração
Cada pedaço de desejo
De ser nada
Em sintonia absoluta
Com o espaço
No universo
O meu tempo,
Meu pedaço
Canta à noite
E à lua cheia
Mãe brilhante
Minhas dores e temores
Mero andante
Andarilho das estrelas
Entrelaço
Laço a alma
Amo a vida
que me faço
e refaço
em saudades e amores
construção de sonhos
lapidando as dores
transformando em estilhaços
e nuances do saber
inteligência infinita
da essência do querer
Em Ser,
me transformo
E ascendo o fogo da Evolução
É a chama do amor
Luz Perfeita
Refletida do vibrar do coração
terça-feira, abril 17, 2007
Minha Dor, apenas (A um amigo distante)

Se fosse apenas uma dor
Talvez eu nem me importasse
Mas não
Não é apenas isso
É um amor que não retorna
Apenas vai, e vai...
Sem volta
Nem cedo
Nem tarde
Amizade?
Talvez
Daqui pra onde chega o meu coração
Disso eu sei
Mas não de lá pra cá
Pra lá, apenas
E vai, e vai...
Sem nunca voltar
Que dura realidade
Um amor só meu
Sem maldade
Apenas amar
E amar
Quando olho lá,
Felicidade
Quem me olha?
Talvez o céu ou as águas do mar
Amar tem dessas coisas doídas
Sofridas
Que vão e não vem
Ou talvez seja eu
Que não mereça amizade
Talvez eu nem me importasse
Mas não
Não é apenas isso
É um amor que não retorna
Apenas vai, e vai...
Sem volta
Nem cedo
Nem tarde
Amizade?
Talvez
Daqui pra onde chega o meu coração
Disso eu sei
Mas não de lá pra cá
Pra lá, apenas
E vai, e vai...
Sem nunca voltar
Que dura realidade
Um amor só meu
Sem maldade
Apenas amar
E amar
Quando olho lá,
Felicidade
Quem me olha?
Talvez o céu ou as águas do mar
Amar tem dessas coisas doídas
Sofridas
Que vão e não vem
Ou talvez seja eu
Que não mereça amizade
quarta-feira, abril 04, 2007
O Melhor (Ale - 04/04/2007)
Eu posso subir no topo de qualquer montanha e escolher permanecer ou mesmo descer todo o percurso que subi. Tenho outra escolha: Pular, posto que a queda é mais veloz e o tombo marca mais que uma descida. Subir, descer, pular, tanto faz, isso não é o mais importante e sim tudo o que eu vivencio e aprendo com qualquer uma das escolhas que faço. O que forma o ser humano é a experiência, ou seja, o aprendizado das coisas vividas. Isso o prepara para as escolhas, porém estas sempre se renovam, de forma que apesar de termos vivenciado muitas delas, as próximas nos dão a impressão que nunca havíamos nos deparado e assim é a vida, novas escolhas, novas experiências e um eterno aprendizado. Não me faz maior ou menor e nem mesmo igual a alguém escolher ficar, descer ou pular. O que talvez me faz o melhor que eu posso ser, diante de mim mesmo e de minhas próprias comparações com o meu próprio histórico, e não com o histórico dos outros, é o meu querer aprender e conseqüentemente o aprender a respeito do que vivencio a cada momento e com base neste aprendizado, aprender a escolher. Não porque me torno “O Bom” ou “O Melhor em relação a um outro”, mas porque me torno um melhor ser humano, diante de meu compromisso comigo e com a força movedora que é o universo, facilitando o fluir dos acontecimentos para que aconteça uma melhoria em minha existência e conseqüentemente, não como apenas uma finalidade, um melhor convívio natural com o que chamamos “Todo”, incluindo outros seres humanos.O que de fato tem sido muito importante pra mim, diante da vida, é o fato de eu sempre ter comigo o querer ser o meu melhor, como disse, sem usar como base um outro, mas eu mesmo, o melhor do que fui até então e não o melhor do que alguém está sendo. Avaliar, no sentido de observar os demais e utilizarmos os exemplos de vida de cada um como uma bússola, e assim direcionarmos nossas escolhas, não significa querer ser melhor do que os outros. Significa melhorar a mim mesmo.
Na vida, só tenho o direito de ser melhor do que eu mesmo!
sábado, março 31, 2007
A Dança das Rosas (Ale - 31/03/2007)

Tocar você
É como desprender de mim
Voar no céu da alma
Novo Universo
Mergulho livre e calmo
no mar sem fim
Tocar seu rosto
É acariciar a pétala
Da mais fina flor
Que tem nos campos
Você é borboleta solta
Que pousa em mim
Seu cheiro me absorve
Em um único e essencial perfume
Teu amor
Tua boca
Quando fala
É oração
Teu sorriso
É espetáculo de dança
A dança das rosas
Que me toma o corpo
Os sonhos
E me transforma em vida
A tua natureza é linda
Teu coração diamante
Pedra mais que preciosa
Luz do sol no brilhante
O teu carinho é força
Circula o tempo
Sou por completo teu
Quero a eternidade
Do teu momento
O teu olhar
É luz que me serena
Meu grande amor
És minha flor
Minha pequena
É como desprender de mim
Voar no céu da alma
Novo Universo
Mergulho livre e calmo
no mar sem fim
Tocar seu rosto
É acariciar a pétala
Da mais fina flor
Que tem nos campos
Você é borboleta solta
Que pousa em mim
Seu cheiro me absorve
Em um único e essencial perfume
Teu amor
Tua boca
Quando fala
É oração
Teu sorriso
É espetáculo de dança
A dança das rosas
Que me toma o corpo
Os sonhos
E me transforma em vida
A tua natureza é linda
Teu coração diamante
Pedra mais que preciosa
Luz do sol no brilhante
O teu carinho é força
Circula o tempo
Sou por completo teu
Quero a eternidade
Do teu momento
O teu olhar
É luz que me serena
Meu grande amor
És minha flor
Minha pequena
quinta-feira, março 29, 2007
Em Resposta (Ale - 29/03/2007)

Anos se passam
E a verdade me bate a porta
Talvez cedo
Absorvo de tal forma
Que os sonhos desaparecem
E a criança cresce
Como se a ordem natural
Da vida
Tivesse pressa
E a pressa me apressa
E eu me entrego
E me esqueço!
Esqueço que não vale correr
Pra se chegar
Mas eu corri
Quando devia apenas, caminhar
Andar, era um atraso
Na minha mente veloz
A minha vida era apressada
De forma crua
E hoje, eu pago o preço
Da minha história
Esta que eu mesmo construí
Tudo o que eu quis,
De coração
Foi dar o passo certo
Errar, faz parte
Quem não errou?
Meus erros
não tiveram base em maldades
nem nas irresponsabilidades
Foram apenas
alguns fracassos
em minhas escolhas
Alguém, por um acaso
Já terá na vida fracassado?
Não necessito de julgamentos
De quem na vida
Também errou
Pois só errei,
Por não saber
A velocidade certa
De cada passo
Não ouso pretender
Ser o melhor que alguém
Mas o que posso
Quero poder a cada dia
me melhorar
Com base em mim
Porque acertar
É o meu desejo
E a verdade me bate a porta
Talvez cedo
Absorvo de tal forma
Que os sonhos desaparecem
E a criança cresce
Como se a ordem natural
Da vida
Tivesse pressa
E a pressa me apressa
E eu me entrego
E me esqueço!
Esqueço que não vale correr
Pra se chegar
Mas eu corri
Quando devia apenas, caminhar
Andar, era um atraso
Na minha mente veloz
A minha vida era apressada
De forma crua
E hoje, eu pago o preço
Da minha história
Esta que eu mesmo construí
Tudo o que eu quis,
De coração
Foi dar o passo certo
Errar, faz parte
Quem não errou?
Meus erros
não tiveram base em maldades
nem nas irresponsabilidades
Foram apenas
alguns fracassos
em minhas escolhas
Alguém, por um acaso
Já terá na vida fracassado?
Não necessito de julgamentos
De quem na vida
Também errou
Pois só errei,
Por não saber
A velocidade certa
De cada passo
Não ouso pretender
Ser o melhor que alguém
Mas o que posso
Quero poder a cada dia
me melhorar
Com base em mim
Porque acertar
É o meu desejo
Recomeçar é o meu fim
quinta-feira, março 15, 2007
Prisma (Ale - 15/03/2007)

Vim aqui pra dizer
Aquilo que nem sei por quê
Só diria ao vento
Entre lágrimas de dor
De amor
Vou falar, sofrimento
Sofrer faz parte de mim
Como se eu precisasse
Em função de existir
Porque o sentido maior
Disso tudo
É amar
E não há como amar
Sem doer
Sem chorar
Sem sorrir
O sorriso é o momento perfeito
De um amor de verdade
A paixão?
Hora grita palavras perdidas
Formando paisagens
de luz colorida
entre o olhar e o sol
entre o azul e a lágrima
chorar aproxima das cores
Sorrir, lava a alma
que um dia chorou
como água
que nasce no peito
deságua nos olhos
de quem tem amor
a dor e o sorriso
se fundem
formando um artista
ou um sonhador
Aquilo que nem sei por quê
Só diria ao vento
Entre lágrimas de dor
De amor
Vou falar, sofrimento
Sofrer faz parte de mim
Como se eu precisasse
Em função de existir
Porque o sentido maior
Disso tudo
É amar
E não há como amar
Sem doer
Sem chorar
Sem sorrir
O sorriso é o momento perfeito
De um amor de verdade
A paixão?
Hora grita palavras perdidas
Formando paisagens
de luz colorida
entre o olhar e o sol
entre o azul e a lágrima
chorar aproxima das cores
Sorrir, lava a alma
que um dia chorou
como água
que nasce no peito
deságua nos olhos
de quem tem amor
a dor e o sorriso
se fundem
formando um artista
ou um sonhador
segunda-feira, março 12, 2007
Quando (Ale – 12/03/2007)
Distâncias
Pra onde olho as vejo
Mesmo dentro de mim
Distante do mesmo
Aproximo do que sinto
E agora, o que sinto é o medo
Medo de não chegar
Dores em lampejos
Um coração cansado
Uma alma intensa
Desejo
Sofro por amar
Ou mesmo por não saber
O quê
O quê me faz sonhar
Ganhar e perder
Sofrer, te achar
Incógnitas, dúvidas
Anseios e tristezas
Momentos de sorrisos
Enfim, em mim
Assim ou não
Nem sei ao certo
Coração demasiado e aberto
Estou longe
Ou perto?
terça-feira, março 06, 2007
Um novo olhar (Ale - 01/03/2007)

Quando paro pra pensar no mundo de hoje, lembro-me das crianças. Cada criança tem um jeito especial de ver o mundo, a vida e principalmente às pessoas. Sinto que podemos aprender muito com elas. Observemos que, geralmente as crianças utilizam um único parâmetro de “medir” as pessoas. Ou se é feio ou se é bonito e podemos perceber que pouco importa o padrão de beleza sutilmente elaborado pela mídia ou mesmo até pela cultura de um determinado local. Uma pessoa feia é uma pessoa que incomoda e uma pessoa bonita é uma pessoa que participa de forma integral do momento então vivido pela criança. Participa com o sentimento, com o olhar, com o gesto, com a palavra, com todo o cuidado necessário de um relacionamento considerado “maduro”. Sabe o que é mais interessante, é que neste aspecto, outra criança tem uma participação mais intensa do que qualquer adulto, com a aparente “maturidade” suficiente na relação entre pessoas, simplesmente porque tem o coração no que está fazendo. Não faz nada envolvida por julgamentos ou pré-conceitos formado por uma fria regra racional que hoje faz parte de quase todo ambiente aonde existam relações.
Vejamos se o mundo fosse de crianças apenas, quase todas as relações seriam assim:
- Por favor, preciso...
- Não! Você é feio (Você incomoda)
ou então
- Claro! Eu gosto muito de você (Você participa da minha vida neste momento)
Simples!
Vejamos se o mundo fosse de crianças apenas, quase todas as relações seriam assim:
- Por favor, preciso...
- Não! Você é feio (Você incomoda)
ou então
- Claro! Eu gosto muito de você (Você participa da minha vida neste momento)
Simples!
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Teu Sorriso (Ale - 08/02/2007)

Hoje eu só preciso chorar
e ouvir a canção que me faz relembrar o seu rosto
E seguir minha dor
Pois me leva a você
E lá, aonde o amor também vive
A dor da saudade sufoca seu peito
Assim como o meu
E a distância nos liga
De forma sofrida
Calada e sentida
O amor
Essa forte presença marcante
Pulsante
Doída
Quando não acontece em real liberdade
Aperta e machuca
Porém fortalece quem ama
Enobrece a vida
A verdade do amor que eu sinto
É a mesma verdade do seu coração
Seu sorriso é tão belo
Que adentra meu peito
E penetra na alma de forma completa
E assim eu percebo que amar é viver
Respirar é a mesma energia de ouvir você rindo
Ser feliz é estar para sempre
Amando você
e ouvir a canção que me faz relembrar o seu rosto
E seguir minha dor
Pois me leva a você
E lá, aonde o amor também vive
A dor da saudade sufoca seu peito
Assim como o meu
E a distância nos liga
De forma sofrida
Calada e sentida
O amor
Essa forte presença marcante
Pulsante
Doída
Quando não acontece em real liberdade
Aperta e machuca
Porém fortalece quem ama
Enobrece a vida
A verdade do amor que eu sinto
É a mesma verdade do seu coração
Seu sorriso é tão belo
Que adentra meu peito
E penetra na alma de forma completa
E assim eu percebo que amar é viver
Respirar é a mesma energia de ouvir você rindo
Ser feliz é estar para sempre
Amando você
terça-feira, janeiro 23, 2007
Sem Palavras (Ale - 23/01/2007)
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Explicações (Ale – 15/01/2007)
Não quero falar de mim
Nem me explicar
ou dizer o que sinto
Não quero falar pra ninguém
Que amar é assim
ou que não
ou que tudo é o que penso
e que a vida é bonita
assim mesmo
Não quero dizer que não é
Nem que foi
ou será
Na verdade eu não quero
Fazer do amor
Essa briga de idéias
Essa luta constante
Razões
Soluções
ou...sei lá
Argumentos e provas
ou compreensões
Um debate sobre convenções
O que deve;
O que pode;
Complicado;
Difícil;
Impossível;
É tão simples
é só se entregar!
Não, eu não quero mais ter que falar
Eu não quero provar
nem dizer;
Convencer
Eu só quero viver como sinto
E o que sinto
É que a vida é amar
