sábado, março 31, 2007

A Dança das Rosas (Ale - 31/03/2007)


Tocar você
É como desprender de mim

Voar no céu da alma
Novo Universo
Mergulho livre e calmo
no mar sem fim

Tocar seu rosto
É acariciar a pétala
Da mais fina flor
Que tem nos campos

Você é borboleta solta
Que pousa em mim

Seu cheiro me absorve
Em um único e essencial perfume
Teu amor

Tua boca
Quando fala
É oração

Teu sorriso
É espetáculo de dança

A dança das rosas
Que me toma o corpo
Os sonhos
E me transforma em vida

A tua natureza é linda
Teu coração diamante

Pedra mais que preciosa
Luz do sol no brilhante

O teu carinho é força
Circula o tempo

Sou por completo teu
Quero a eternidade
Do teu momento

O teu olhar
É luz que me serena
Meu grande amor

És minha flor
Minha pequena

quinta-feira, março 29, 2007

Em Resposta (Ale - 29/03/2007)


Anos se passam
E a verdade me bate a porta
Talvez cedo

Absorvo de tal forma
Que os sonhos desaparecem
E a criança cresce

Como se a ordem natural
Da vida
Tivesse pressa

E a pressa me apressa
E eu me entrego
E me esqueço!

Esqueço que não vale correr
Pra se chegar
Mas eu corri
Quando devia apenas, caminhar

Andar, era um atraso
Na minha mente veloz

A minha vida era apressada
De forma crua

E hoje, eu pago o preço
Da minha história
Esta que eu mesmo construí

Tudo o que eu quis,
De coração
Foi dar o passo certo

Errar, faz parte
Quem não errou?

Meus erros
não tiveram base em maldades
nem nas irresponsabilidades

Foram apenas
alguns fracassos
em minhas escolhas

Alguém, por um acaso
Já terá na vida fracassado?

Não necessito de julgamentos
De quem na vida
Também errou

Pois só errei,
Por não saber
A velocidade certa
De cada passo

Não ouso pretender
Ser o melhor que alguém
Mas o que posso

Quero poder a cada dia
me melhorar
Com base em mim

Porque acertar
É o meu desejo
Recomeçar é o meu fim

quinta-feira, março 15, 2007

Prisma (Ale - 15/03/2007)


Vim aqui pra dizer
Aquilo que nem sei por quê
Só diria ao vento

Entre lágrimas de dor
De amor
Vou falar, sofrimento

Sofrer faz parte de mim
Como se eu precisasse
Em função de existir

Porque o sentido maior
Disso tudo
É amar

E não há como amar
Sem doer
Sem chorar
Sem sorrir

O sorriso é o momento perfeito
De um amor de verdade

A paixão?
Hora grita palavras perdidas
Formando paisagens
de luz colorida

entre o olhar e o sol
entre o azul e a lágrima

chorar aproxima das cores

Sorrir, lava a alma
que um dia chorou

como água
que nasce no peito
deságua nos olhos
de quem tem amor

a dor e o sorriso
se fundem
formando um artista
ou um sonhador

segunda-feira, março 12, 2007

Quando (Ale – 12/03/2007)



Distâncias
Pra onde olho as vejo
Mesmo dentro de mim
Distante do mesmo


Aproximo do que sinto
E agora, o que sinto é o medo
Medo de não chegar
Dores em lampejos

Um coração cansado
Uma alma intensa
Desejo

Sofro por amar
Ou mesmo por não saber
O quê

O quê me faz sonhar
Ganhar e perder
Sofrer, te achar

Incógnitas, dúvidas
Anseios e tristezas

Momentos de sorrisos
Enfim, em mim
Assim ou não
Nem sei ao certo

Coração demasiado e aberto
Estou longe
Ou perto?

terça-feira, março 06, 2007

Um novo olhar (Ale - 01/03/2007)



Quando paro pra pensar no mundo de hoje, lembro-me das crianças. Cada criança tem um jeito especial de ver o mundo, a vida e principalmente às pessoas. Sinto que podemos aprender muito com elas. Observemos que, geralmente as crianças utilizam um único parâmetro de “medir” as pessoas. Ou se é feio ou se é bonito e podemos perceber que pouco importa o padrão de beleza sutilmente elaborado pela mídia ou mesmo até pela cultura de um determinado local. Uma pessoa feia é uma pessoa que incomoda e uma pessoa bonita é uma pessoa que participa de forma integral do momento então vivido pela criança. Participa com o sentimento, com o olhar, com o gesto, com a palavra, com todo o cuidado necessário de um relacionamento considerado “maduro”. Sabe o que é mais interessante, é que neste aspecto, outra criança tem uma participação mais intensa do que qualquer adulto, com a aparente “maturidade” suficiente na relação entre pessoas, simplesmente porque tem o coração no que está fazendo. Não faz nada envolvida por julgamentos ou pré-conceitos formado por uma fria regra racional que hoje faz parte de quase todo ambiente aonde existam relações.

Vejamos se o mundo fosse de crianças apenas, quase todas as relações seriam assim:

- Por favor, preciso...
- Não! Você é feio (Você incomoda)

ou então

- Claro! Eu gosto muito de você (Você participa da minha vida neste momento)

Simples!

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Teu Sorriso (Ale - 08/02/2007)














Hoje eu só preciso chorar
e ouvir a canção que me faz relembrar o seu rosto
E seguir minha dor
Pois me leva a você

E lá, aonde o amor também vive
A dor da saudade sufoca seu peito
Assim como o meu

E a distância nos liga
De forma sofrida
Calada e sentida

O amor
Essa forte presença marcante
Pulsante
Doída

Quando não acontece em real liberdade
Aperta e machuca
Porém fortalece quem ama
Enobrece a vida

A verdade do amor que eu sinto
É a mesma verdade do seu coração

Seu sorriso é tão belo
Que adentra meu peito
E penetra na alma de forma completa

E assim eu percebo que amar é viver
Respirar é a mesma energia de ouvir você rindo

Ser feliz é estar para sempre
Amando você

terça-feira, janeiro 23, 2007

Sem Palavras (Ale - 23/01/2007)


Não há versos ou rimas
que eu possa aproximar

Não, não perdi a inspiração
Nem desaprendi escrever

Tenho muitas
Talvez milhares
Formas de te dizer

Muitas rimas
e estrofes
muitos versos e palavras

mas nenhuma explicará
o meu amor por você!

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Explicações (Ale – 15/01/2007)


Não quero falar de mim
Nem me explicar
ou dizer o que sinto

Não quero falar pra ninguém
Que amar é assim
ou que não

ou que tudo é o que penso
e que a vida é bonita
assim mesmo

Não quero dizer que não é
Nem que foi
ou será

Na verdade eu não quero
Fazer do amor
Essa briga de idéias

Essa luta constante
Razões
Soluções
ou...sei lá

Argumentos e provas
ou compreensões

Um debate sobre convenções
O que deve;
O que pode;

Complicado;
Difícil;
Impossível;

É tão simples
é só se entregar!

Não, eu não quero mais ter que falar

Eu não quero provar
nem dizer;
Convencer

Eu só quero viver como sinto
E o que sinto
É que a vida é amar

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Renovar (Ale – 29/12/2006)


Renovam-se as águas
corrente nos rios,
cascatas que banham as pedras

renovam na chuva
suave e serena
que cai e forma o orvalho

renovam também tempestades
tirando da terra raízes
quebrando das plantas seus galhos

renova-se o mar
maré e balanço
a beira da praia
areia e remanso

renova-se o vento
que forte devasta
Renova na brisa
de sopro bem manso

renova-se o tempo
nas horas, nos dias
semanas e anos

renova-se sempre
a vida, os sonhos e os planos

como a natureza renova em beleza
abrindo as pétalas de um botão,
fazendo surgir uma flor

renova-se o homem
abrindo o seu coração
à força e à beleza do amor

terça-feira, dezembro 26, 2006

Sou do Rio (Ale - 26/12/2006)


Pequeno e sem saber meu rumo
Entrego-me às águas

Deixo-me conduzir pela corrente
que deságua livre
o meu coração calado

Caio por sobre pedras
Deslizo fácil
do que me machuca

Sou do rio

embora muitas vezes
me despedace,
nas mesmas águas
eu me refaço

embora a dor
me desanime
por algum tempo

retomo a vida
e não desisto de acreditar
Que existe um lago

Um lindo lago
No fim do curso

Lugar tranqüilo
De águas claras

O meu lugar...
Meu sentimento

terça-feira, dezembro 19, 2006

No Outono (Ale-19/12/2006)


Os meus olhos escancaram em mim
As dores
As tristezas
e os amores

e de mim nascem palavras
que se soltam
como folhas no outono

Enquanto luzes se acendem
e se apagam
eu renasço

e a raiz que me sustenta
se mantém profunda
e intacta

ao mesmo tempo que sou livre
me refaço
e me prendo

no que pode parecer
cansaço
me contento

no que pode refazer
pedaços
me procuro

sou caco, estilhaço
sou inteiro

fruto do que sinto
hora verde e recente
hora velho

inocente fruto maduro
no tempo que sustenta os galhos

árvore da vida
minha doce vida que tremula
com o vento

na canção que ouço a tarde
em céu pintado de vermelho
eu me olho

e no brilho do olhar
me acho

uma lágrima escorre em meu rosto
como o orvalho que escorre
numa folha sem cor

e a dor que se mistura
com a alma e com o sereno
se transforma calmamente em amor

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Retrato do Coração (Ale - 06/12/2006)


Não há vazio
como o de um jardim sem flor

Pássaros não vêm despejar sementes
Nem cantam saudades

O vento passa com pressa
Carregando as folhas que caem
Descolorindo o chão

O verde fica monótono
Sem nenhum contraste

Não há o cheiro da manhã
e nem a brisa da tarde

a lua fica triste
e a noite escura

Assim é um jardim sem flor
Paisagem de muita dor
Cenário de amargura

A vida sem um amor
Reflete o mesmo semblante
Vazio, triste e distante
momento de solidão

Assim o jardim sem flor
Sem vida, sonho e sem cor
Retrata um coração

quarta-feira, novembro 29, 2006

Crescendo (Ale - 29/11/2006)


Não sei explicar o motivo, mas sinto uma dor em meu peito. Talvez a incerteza da vida ou mesmo porque faz parte da arte, de tudo o que inspira. Uma dor que não machuca, mas que aprofunda feito saudade. Uma saudade forte de uma flor de cor suave, que nasceu no alto de uma montanha fria e branca que talvez existisse apenas para destacar a pequenina flor ali nascida. A natureza tem dessas coisas! Saudade imensa do tempo que o dia era pra mim. Nesse tempo, me lembro como o agora, só me bastava sonhar e a imaginação saltava da alma como se abrissem às portas de uma gaiola e tudo era real. Tudo aquilo que eu imaginava se fazia diante dos meus olhos, simplesmente assim, como se o nada se transformasse em qualquer coisa que por hora eu quisesse. Um tempo em que um brilho de um olhar me emocionava... Ainda emociona, mas não sei por que hoje eu me escondo por traz das regras criadas não sei pra quê, de que eu tenho que ser forte. Hei de quebrá-las, todas elas, porque mais do que nunca, hoje eu sei que na verdade a força é fruto da naturalidade de ser eu mesmo. As crianças me ensinam muito. Já fui criança um dia e muitas vezes, percebo que na verdade não deixei de ser. Toda criança está sempre querendo crescer, mas sempre se está crescendo, aprendendo a ser crianças melhores. Porque por mais idade que eu tenha, um carinho me comove. Por mais experiência de vida que eu adquira, um sorriso sincero me desarma das artimanhas dos homens e desmancha qualquer jogo de relações. Não existem fórmulas quando se ama as pessoas, simplesmente agimos sem que seja preciso recorrer as sete, nove, ou dez leis disso ou daquilo, porque o amor faz com que cada pessoa tenha a sua própria importância e o bom senso seja a base de toda atitude. Simplesmente amando, aprendemos a perceber o que é harmonia e pra cada momento o tom necessário a cada vibração, como se todos pertencêssemos a uma grande orquestra. Ser criança melhor é saber escutar, em cada momento, a música regida pelo universo e amar é o melhor caminho. Hei de aprender um dia o que as vezes penso que sei e não há melhor momento pra aprender do que quando se é criança, ou seja, a vida inteira.

terça-feira, novembro 14, 2006

Intuição (Ale - 14/11/2006)


Quando olho em minha volta
te vejo

o vento que passa por mim
tem teu cheiro

o toque da brisa em meu rosto
teu beijo

o canto suave
do pequeno passarinho
parece tua voz me falando de amor

então eu me perco no espaço

e tudo me mostra você
o atalho, a estrada
o caminho

te sigo pra sempre
meu bem, meu amor

te tenho em mim
por inteiro
...desejo

te quero comigo
pra sempre
...carinho

quarta-feira, novembro 08, 2006

Eu e Plutão (Ale - 08/11/2006)


.

Até que eu tentei sorrir,
mesmo quando tudo era escuro
aqui dentro

chorei diversas vezes a procura
de uma saudade sem face
eu não conseguia lembrar
mas sentia como se fosse sempre

tenho sensações estranhas

quase sempre me permito senti-las
de tal forma que adquiro uma intimidade
com a minha própria dor

mas essa dor me engana
muda de cor
como mudam-se as folhas

hora me abandona e não volta
hora volta e não me abandona

queria muito que não fosse assim
e que tudo fosse apenas
brincadeira de criança

hora brinca
hora se cansa
e se deita à relva entre flores coloridas

e a vida passa
e os dias dançam
e a dor não cansa

dançam os ventos
modifica a relva
tremulando sonhos

tremulam os quintais da alma
e a porta de entrada da minha casa

as folhas se balançam nas árvores
e a minha raiz se finca
em um solo extinto

tenho vontade de voar distante
e fazer companhia a plutão
tão sozinho e abandonado

e depois de rebaixado
ninguém quer mais saber
tudo foi em vão

Plutão e eu
Eu e plutão

Um belo par de astros
Cabisbaixos
Isolados

Tão distantes de todos
Como está também
Meu pequeno coração

terça-feira, novembro 07, 2006

Utopia (Ale - 07/11/2006)


Um calor e uma dor...
Desespero!

E aqui, me refaço cada parte
Pequenas fagulhas em tantos dias
Recomponho em tinta
como a arte

me afogo e me alegro
com as noites em meu peito

é o que me faz sorrir
Chorar muitas vezes
me deixa até sem jeito

Colorir...

cada cor que me retrata em si
reflete um ardor

e a poesia se remonta
como a luz que jamais se apaga

mas meu coração
este sim
um dia cala

e quando eu talvez nem perceba
o poeta morre

e aquele pequeno universo
pára

“não, eu te peço
por favor não se acabe...”
mas a minha voz desaparece

o mundo claro
anoitece

e a noite encobre tudo que por hora eu via
a voz não mais declamará
porque enfim
era tudo engano

nada disso existe
talvez somente
dentro de mim

sexta-feira, novembro 03, 2006

Midas (Ale - 03/11/2006)


Acordei em um mundo confuso
Com um ar de incerteza
Porém convicto

Neste mundo havia flores
E horrores
Universo paralelo
e monotonia

a escuridão misturava feito tinta
com a luz

lágrimas e sorrisos
tocando em sintonia
uma nova canção

O inferno pintado de azul
e o céu sob meus pés cansados

mulheres belas
entre coisas coloridas
homens tranqüilos
de olhar seguro

dava até pra sentir
um cheiro de chuva
...mas não chovia

um pôr-do-sol ao longe
enfeitava meu olhar distante

dores que não doíam
Risos que desaguavam
Feito cachoeira

Milhares e milhares
de crianças brincavam soltas

trabalhos manuais
artesanato
cantiga de roda e teatro

por onde eu passava era assim
como se cada cantinho
estivesse também em mim

tudo era arte
tudo era cor

sentei à beira de um rio
uma leve brisa soprou
“tudo que você toca, agora vira poesia”

terça-feira, outubro 31, 2006

Carinho (Ale - 31/10/2006)

Suponho que não haja mais espaço
Para o que não seja amar

Proponho que a vida agora seja bela

E que as dores sejam vistas de outra forma
Como luz em nossos passos

Passo a passo,
tudo passa e ao mesmo tempo
Tudo fica

Porque tudo é nada mais
Do que a própria vida

E a vida é um compasso
Circular
No universo

Cada círculo
O reverso
E em cada volta me refaço

E entre versos e reversos
Circulares
A canção se faz mais viva

E entre todos os momentos
Aprendemos a viver
Uma nova alma

Renovada como pétala de flor
E de tudo que aprendi
Sob meus passos

O que devo espalhar em cada canto
O carinho como a fonte do amor

segunda-feira, outubro 30, 2006

A Pedra (Ale - 30/10/2006)


Às vezes me sinto pedra
Atirado ao deserto

Em minha volta
Distâncias infinitas
E solidão

O calor infernal
me corrói os sonhos

tento buscar um brilho
de gota d’água
ou o cheiro de uma rosa

mas a tempestade
de areia seca
me cobre a face

agonizo nas noites frias
do meu próprio coração
e um medo invade

apenas lágrimas me consolam

e quando choro
revivo dentro de mim meu sonho
de que os ventos me atirem ao rio

lá, as águas deslizam sobre meu corpo
em forma de carinho
e o próprio vento me acaricia

lá também,
talvez eu tenha
eternas companhias

Só assim, serei completo

Um rio é o paraíso de toda Pedra

quarta-feira, outubro 25, 2006

Meu Ninho (Ale – 25/10/2006)


Um sorriso jogado ao acaso
da vida sentida

Acasos que nunca existiram

Um toque suave e real
Sobre a pele
Também toca a alma

Enquanto o poder se tornou
Almejado por todos os homens

Eu sinto que posso
Apenas sorrir e sonhar

Sonhar com a vida vivida na paz
Com um riso
sem ter um “por que” necessário

Apenas poder existir, me refaz
em Amor verdadeiro

Sincero carinho

Quero sim, ser feliz
E pra isso é preciso viver
Regando em meu peito o amor

Como a gota de orvalho na flor
Como canta um feliz passarinho