terça-feira, junho 30, 2009

Nem Sempre (Ale - 30/06/2009)


Nem sempre encontro o ponto
Nem sempre sei ao certo
Nem sempre sou aberto
Nem sempre sigo tonto

Nem sempre “sempre encontro”
Nem sempre me confesso
Nem sempre faço o verso
Nem sempre estou pronto

Nem sempre sei o conto
Nem sempre fico perto
Nem sempre sou esperto
Nem sempre eu afronto

Nem sempre eu confronto
Nem sempre estou certo
Mas sempre “sempre” o verso
Fica pronto

terça-feira, maio 26, 2009

No Mês de Maio (Ale - 25/05/2009)


Ora! Maio?
Maio é sempre Mais
Entre as flores do meu bem

Todas as cores do amor
Em um mês de além


Muito além da cor
Da mais colorida flor
Que se tem


O bem amar em maio
Com o sol que sempre vem


E os olhos da cor do mel
Daquela linda menina
Toda vestida de branco


Trouxe-me, o belo senhor
de porte esbelto e franco
que mais parecia um rei


daqueles antigos reis
com suas barbas grisalhas
de olhar distante e seguro


entrega em minhas mãos
um fruto do seu amor
confiante no futuro


e a linda moça de branco
cheinha de borboletas
mas parecia o encanto
do prisma da luz solar
em uma de suas facetas


peguei na mão da princesa
meus olhos modificaram
meu coração com certeza
gravou nosso eterno maio


Um homem de elo forte
Com um Deus de amor supremo
Pronunciando palavras
De mais intensa nobreza

Consagra o nosso amor
Divinizando o momento
Diante de muitas vidas
Vibrando em luz e cor
Pela manhã nesse dia
O nono do eterno Mês
O mesmo mês de Maria
Uma magia se fez

O mesmo homem de Deus
Representando o divino
Uniu diante do altar
De brilho tão cristalino


Dois corações
Duas vidas
Em um caminho bem fino

E todo mundo cantou
Em lindas notas de amor
Os mantras daquele rabino


E no mesmo eterno dia
Do quinto mês de um ano
A voz do sábio senhor
Continua ensinando

O símbolo do infinito
Formado em alianças
Unificando o amor
Fortalecendo esperanças
No mês de maio bendito


Bendito seja esse dia
Bendito seja esse mês
Bendito seja esse ano


Bendita a nossa alegria
E o nosso amor se refez
Concretizando os planos

Bendita a luz sol
Que o dia inteiro clareia
E força representada
No dia da lua cheia

A lua cheia de maio
No mês do eterno amor
É festa no oriente
Pois foi nesta mesma lua
Que Buda se iluminou

Alegre o eterno mês
Da lua, sol, água e flor
Da terra e o fogo sagrado
Da família que se formou


Por isso que o mês de maio
É um mês de esplendor

quarta-feira, abril 01, 2009

A Beleza da Tempestade (Ale - 30/03/2009)


Sob um olhar de aparente espanto
Percebo o som que emitiu o tempo
E nas nuances do meu pensamento
Toda a magia que há no encanto

E pelas águas desse firmamento
O azul dá espaço a tons de cinza e branco
A paz de Deus se forma em acalanto
Nas entrelinhas do meu sentimento

Cada palavra se unia ao vento
Trazia o som em forma de canção
E a batida do meu coração
Mais parecia a de um instrumento

E pela força em movimentação
e a natureza toda em movimento
percebo o eterno aprimoramento
quando a luz muda o ângulo da visão

entre os acordes do compasso certo
A natureza é quem diz o tom
Basta seguir de coração aberto
A arte, a vida, a luz, a cor e o som

quarta-feira, março 11, 2009

Tua cor (Ale – 11/03/2009)


Enquanto a noite se aproxima
O frio se alastra na alma
E eu te sinto como a brasa
Que queima sobre meus poros

E teus sonhos de menina
Flutuam com toda calma
Por sobre o peito que afagas
Refletidos sobre meus olhos

Da rua cinza onde eu moro
Iguais são todas as casas
E as cores descoloradas
Não brilham em minha retina

Mas quando te lembro choro
A lágrima de cor mais rara
Que ao brilho da lua clara
Colore uma luz mais fina

sábado, fevereiro 14, 2009

O Céu olha pro Chão (Ale - 14/02/2009)


É como se a estrela mais antiga
me olhasse intensa lá do alto
e nesse mesmo espaço, a vida
fitasse seus olhares no asfalto

o que pro céu talvez seja guarida
para mim talvez um cadafalso

e as coisas que eu via no cinema
me acenam suas cores da montanha
enquanto rezas recitadas em novenas
me envolvem em suas teias de aranha

o que pro céu resolve um teorema
para mim as chaves são estranhas

A origem do universo me fascina
E arte, criação que me alimenta
A beleza que atrai minha retina
Não se explica, se entende nem comenta

o que pro céu talvez seja uma sina
Para mim talvez o que se inventa

E assim eu sou feito de metade
Parte céu que me olha do infinito
Parte “chão” que sou eu, humanidade
Coração entre o mal e o bendito

O que pro céu talvez seja vaidade
Para mim talvez o mais bonito

terça-feira, janeiro 06, 2009

Por Dentro (Ale - 06/01/2009)


Entre as paredes que separam almas,
a rosa que as unificam
E o concreto acinzentado sob o sol

O corpo aquece, feito ferida descascada
Levemente untada com areia

A cabeça dói com a velocidade
Não, eu nem sei se do pensamento
Ou se do vazio

Mas sim, o vazio é veloz
Muito mais do que luz que acende

E as entranhas que atormentam
Não me deixam dormir a noite
Nem mesmo ao dia

Mas o que importa?
O sabor amargo ou azedo
é mesmo o que se tem?

Porque na verdade
O que é demasiado doce me dá enjôo

Nem sei o que é melhor
Talvez nem mesmo o seja

O que mais eu quero ver?
Meus olhos refletidos?
Muitas perguntas descabidas

Não cabem se quer
em qualquer resposta tola
dirigida a mim
por mim mesmo

Sim, de fato
Nem sei de mim
E quem sabe?

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Inferno Astral (Ale - 26/12/2008)



Ah, esse mundo distante!
Onde a arte é semente de tudo
Onde a flor reascende a poesia
E a vida é movida de amor

Sim, esse mundo esquecido
Que ascende o sonho da alma
E a dor revivida no tempo
Confundiu-se com o próprio temor

Mas se agora no inferno dos astros
Eu pressinto os dias de outrora
Com a luz que guiava meus passos
Vou embora!

Sim, eu volto...
Em um belo dia de agora!

quarta-feira, novembro 19, 2008

Amor de um novo dia (Ale – 19/11/2008)


Meu amor, do teu sol me fortaleço
Teu olhar me traz luz todos os dias
Tua alma é a paz que nunca esqueço
Revivendo meu mundo de alegria

Em tuas mãos eu encontro meu abrigo
Em teus braços me sinto mais liberto
E na força contida em seu sorriso
Vejo oásis por todo o meu deserto

Diante do amor, agora eu canto
Em notas de paz, vida e alegria
Sentindo então o fim de um pranto

Da vida cansada que eu vivia
Na ausência sentida em desencanto
Da noite que então já se fez dia

A CANÇÃO (Ale - 18/11/2008)


Te amo porque sinto uma dor
que de amor me aperta o peito
e é esse o verdadeiro amor
que meu coração tem por direito

a felicidade talvez seja para os puros
aqueles que amam a Deus
e a dor que tortura os inseguros
faz parte de mim, dos dias meus

te amo porque sei que o amor é eterno
e que não importam os anos aqui vividos
importam sim, verões e invernos
que meu coração tem conhecido

te amo por saber
que é esse unicamente
o amor que eu quero viver
mesmo assim, incoerente

incoerente com o que se pensa do amar
se está certo ou errado, já não me importa
tudo é tão maior do que o pensar
que um simples olhar teu já me conforta

seu amor é para mim toda riqueza
seu respeito é o remédio que me cura
se me falta em minha vida a fortaleza
é em ti que estará minha procura

minha alma, ela é tão desapegada
que toda a dor que ela sente é esquecida
e somente o seu sorriso, minha amada
toca o fundo dessa alma revivida

eu revivo em seu olhos o calor
reascendo a esperança nesse mundo
e te amo por saber que esse amor
é de toda a existência o mais profundo

toda lágrima caída nessa tarde
não precisa do intelecto pra cessar
só precisa, meu amor, do seu olhar
pra tornar-se lágrima de felicidade

quinta-feira, novembro 06, 2008

Tempo dos Sentidos (Ale- 06/11/2008)


Eu era leve
Sentia o vento me soprar a face
E o aroma de todas as horas

Ouvia cada som
Emitido
Com limpeza

Eu via mais flores
Ouvia mais pássaros

E o tempo por hora parava
só para eu contemplá-lo

meus olhos eram úmidos e profundos

e a minha natureza, calma

Pra onde eu fui?
Há tempos que não me vejo
Não sabia que eu me fazia tanta falta

terça-feira, outubro 07, 2008

Estrada (A um amigo) (Ale - 07/10/2008)


Foi quando então
Ele desapareceu entre as estrelas
Ficando aqui dentro de nós
Todas as marcas de seu trabalho

E a dor é apenas uma etapa
Do grande aprendizado

O sofrimento
É o que nos dá polidez

E a alma dos que ficam continua
Porque essa era a sua luta

Manter-se aqui
Para quando estivesse lá
Permanecesse aceso

Em todas as mentes que buscam
O fim da estrada
E o começo da glória

Foi quando então
Ele desapareceu entre as estrelas

segunda-feira, outubro 06, 2008

Apenas uma parte (Ale - 06/10/2008)


Se a rosa não tivesse espinhos
Talvez não sentíssemos a dor de amá-la

De vez em quando, sob o céu claro
Percebemos um encanto amordaçado
E imóvel, dentro de nós

Não se fala
Não se chora e nem se cala

Calam-se os sonhos
Que são todos coloridos
Abstratos demais para existirem
...de fato

E a dor que dói na alma
me consome ainda mais
a tal ponto
que me apaga as cores

estas cores
que de tão vivas
não se vê entre as demais

tantas outras cores
misturadas pela sala

E a lágrima que escorre
Dos meus olhos
Se apaga pelo ar

E o próprio ar
Que me dá a vida tão sonhada
Me sufoca de amar

E o chão sob os meus pés
Tão calejados de caminhar
Se despedaça

E a esse mundo que me tem
Como apenas uma parte
Eu pergunto
E a dor, se apagará?

sábado, setembro 27, 2008

Nossa Estrela (Ale - 27/09/2008)


A montanha se torna azul quando distante
Na mata, o verde se faz mais vivo
e em meu coração, um abrigo
à luz de uma estrela brilhante

segunda-feira, agosto 18, 2008

Constante do Paradoxo (Ale – 18/08/2008)


Ora, e então
não sou mais o que pensava?
Talvez não

Mas por que isso aconteceu comigo?
Não ser aquele que eu mesmo acreditava?

Talvez de fato
Nunca tenha sido
Ou acreditado

Se eu bem soubesse
Teria feito um trato
Acreditaria até
que o príncipe fora um sapo

mas não
preferi assim
entrar dentro de mim
e ver

ou não ver
aquilo tudo que
pensei um dia
deixar de ser

serei mesmo?
Ou não sei crer
Crer ou não crer, eis a solução!

quarta-feira, julho 16, 2008

Azul das Horas (Ale - 16/07/2008)


Quando o frio queima
o coração que dorme na rua
A noite põe seus olhos
Sobre o chão úmido

E o olhar da noite é frio

Mas o dia floresce
E em cada pétala
Banhada de sol
A cor é viva

E o sol queima
o chão seca

O coração revive
A liberdade clara
Nas infinitas horas azuis

segunda-feira, junho 16, 2008

Máscaras (Ale - 16/06/2008)


A vida canta
E leva seu pranto
A todas as almas frias

E na maré da poesia
Se planta o ramo

E nasce a bela e incomparável
Flor do dia

No entanto
Me cala a voz
Quando se perde a luz
De toda e qualquer filosofia

E o sol queima
O coração de quem se dá
E quem se entrega as sensações
De amar

Mesmo que o sofrimento
E a dor regada a lamento
Nos despedace

Em dez,
Em cem
Ou até mil dissimuladas faces

Cada uma delas tem um tom de real
E cada ser que ama e dói
Se faz mais vivo

E o sol continua aqui
Dentro de mim

segunda-feira, maio 12, 2008

Alma de Fada (Ale - 12/05/2008)


Nem se quer sonhei por detrás do espelho
E mesmo assim a minha alma reluzia
A tua luz de fada

Nem ao menos cantei os mantras naturais
Que te invocam
No comecinho de uma tarde mansa

Eis que te faz presente
como um poderoso encantamento

chega como o raio do sol
e penetra no pulsar
das minhas veias frágeis

e o meu coração te sente
como o oceano sente a praia
quando toca

e como as notas
são sentidas pelas cordas
que ressoam teu amor

e o meu amor
vira canção

e como um ciclo
de um sonho infinito

tu te transformas
na incomparável beleza
da mais fina e nobre canção

do coração da natureza

sexta-feira, abril 11, 2008

No amanhecer (Ale - 11/04/2008)


No meu coração o som dança
A dança que a natureza
Aflora ao amanhecer

E no meu olhar tem você
Minha mulher, minha criança

E as pétalas que sobrevoam
Através do vento do dia
Enche-me de alegria
Bem no romper da aurora

Voam para contar
Da boa nova pro mundo
Que no lugar mais profundo
Do meu coração você mora

No meu coração tem você
Tem dança, flor e aurora

O amor de antes e agora
Ressurge no amanhecer

quinta-feira, março 20, 2008

O Imperfeito (Ale - 20/03/2008)


A brisa era leve e trazia um cheiro molhado
O tempo me olhava, calado
E o dia, parecia o mais-que-perfeito.

O som que pairava sob o céu
Causava um torpor
E a textura nas cores que eu via
Encobertas com um véu, reluzia.

O sol de intenso amarelo
Parece até que sorria
E tudo era novo de novo

No alvorecer
Tão perfeito
No brilho do dia

Em todo lugar era arte
Leitura, canção e poesia
E a vida pintava as cores
Num céu de alegria

A lágrima escorria em meu rosto
Por ver tão perfeita harmonia

E eu canto a beleza da vida refeita
Dos sonhos de antes e agora
De amor e paixão pela arte que aflora
Do peito de uma alma imperfeita

sexta-feira, março 07, 2008

Um lugar? (Ale- 07/03/2008)


O tempo passa por mim sorrindo
olha e me diz
Onde você está indo?

Aí, eu olho pro tempo
E respondo
Com um sorriso calmo e tranqüilo

- Meu nobre amigo das eras,
Se ao menos eu soubesse o que faço
Eu poderia enfim, lhe dizer o que sinto
Ou mesmo
Especificar aonde eu vou

Porém no cantar de um passarinho,
me perco e me acho
no meu próprio ninho

daí me pergunto calado
será que ao menos saí do atalho
e entrei no caminho?

Talvez eu soubesse falar
De tudo que passa
Sob o sol
Sobre o mar

Das águas
Do fogo
Da terra
Do ar

Mas confesso
Em um tom meio frustrado
Pra onde eu vou
Eu não sei

Só sei lhe dizer
a certeza que tenho:
Chegarei