
Eu fico pensando em filosofia
na força do dia
sob a luz solar
no que me remete
a um sofrimento
no choro e lamento
que ronda meu peito
e a monotonia
do que é perfeito
de tudo que invento
me lança ao mar
As ondas incertas
em águas abertas
me arrancam do porto
e arte contida
no fundo da alma
outrora tão calma
emerge do nada
e a vida repleta
de águas paradas
começam tão logo
a movimentar
e os sonhos que eu tinha
explodem de dentro
mostrando que há vida
no que estava morto
e assim passo o dia
em meus pensamentos
tão leves e claros
tão livres e soltos
leveza de um som
em uma sinfonia
clareza da noite
com lua de prata
liberto tal qual
a bandeira da França
expõe em palavras
de ideologia
solto como o vento
mostrando sua dança
e os rios que correm
por dentro das matas
...e o simples sereno
das minhas ideias
fazem tempestades
no mar da poesia