segunda-feira, dezembro 12, 2011

Desleitura (Ale - 12/12/11)


Eu que me vi aqui quase chegando
Não me percebi voltando

Eu que me lia o dia todo
Não me escrevi de novo

Eu que nem se quer sabia
Que sem querer sorria
Naquelas dores que eu descrevia

Não, não quero desescrever
Nem sei mais o que fazer

Em letras desencontradas
As almas angustiadas
Desleem o que sabem ler

3 comentários:

António Jesus Batalha disse...

Estou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,
reparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho,
Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns,
decerto que virei aqui mais vezes.
Sou António Batalha.
Que lhe deseja muitas felicidade e saúde em toda a sua casa.
PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se o desejar
siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.

Klymene Moreno disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Klymene Moreno disse...

Alê,quero te contar que mesmo depois de tanto tempo, eu ainda busco refúgio em suas palavras. As descobri em 2009 (se eu não me engano), fez tanto sentido para mim... passei tantos momentos lendo e relendo suas poesias... e sonhando! E quer saber? Sempre me lembro delas e quando a vontade de fugir desse casco duro aparece, acabo vindo aqui. Acredito que não escrevas mais, ou talvez não exponha mais o que sentse dessa maneira. Mas achei que deveria saber que, as vezes, algumas palavras fazem toda a diferença e marcam a vida de alguém, como marcaram a minha! Muito obrigada por sua inspiração que me inspira, meu amigo!
Klymene