
Sou real quando de mim me ausento
Quando vôo para fora do espaço
Entre o que julgo ser e o tempo
Aquele que chora quando a poesia toca
Ou até mesmo ao tocar do vento
Aquele que ri quando o sonhar desponta
Quando se expande em luz,
Um fio de pensamento
Meu sentimento é minha própria majestade
Autoridade viva
Quando choro também canto
Canto a canto da alma
Vasculho o que há em volta
Mesmo aqui dentro
Nada!
Sensações; Emoções
Enigmas da esfinge
Não finjo
Calo para sentir
E sinto
Amor, tão raro
Meu nada essencial
de tudo que aparento
O sopro de vida enfim
O sonho dentro de mim
Real como o sentimento
Que faz tudo ser tão claro