
Segui de encontro ao templo do teu coração.
Não o encontrei...
Busquei em todas as entradas ocultas do mapa de ti,
entre as portas de tua alma e as janelas dos teus sonhos.
Cheguei em uma terra distante de tudo.
Um lugar tão longe que me vi solto em meio ao universo teu.
Senti teu fôlego forçado e teu cansaço escandaloso.
Sopravas como vento quente dos sertões em mim.
Chão seco!
Terra escaldada em cinzas.
Suor!
Brasa tua, que queima feito larva.
Sangue teu, que esquenta como um vulcão despertado.
Jorra tua força e lança-te em meu céu.
Agarra-te nos braços fortes das grandes rochas do meu corpo calmo
Quente de ti!
Põe para fora todos os teus desejos tal qual as pedras do centro da terra
Daquela terra distante.
Da terra que há em tua alma sedenta de um toque meu.
Do fogo seu.
Lança as chamas do teu querer
Você, apenas...Força do meu prazer!