sábado, maio 19, 2007

REINADO (Ale - 19/05/2007)


Eu fico aqui parado
Olhando o tempo em sua infinidade de fases
Hora quieto, hora agitado, hora nem sei...

O tempo, essa luz presente
me leva em lugares distantes
Nas Profundezas da minha própria alma

Lá, aonde os amores eram eternos
E os sentimentos eram intensos

As amizades eram jóias preciosas
Doávamos a nós mesmos por quem amávamos
A entrega era completa

Amávamos de peito aberto
Amigos e amores,
fiéis e inseparáveis

A honra prevalecia diante de tudo
Como uma lei universal
Palavras tinham força
E os olhares falavam mais que a própria boca

Tempo distante que se desmonta
Pouco a pouco

Uma tristeza me consome
Quando percebo ao meu redor
que já não é nem a metade do que fora um dia

e o mundo que tenho em mim
se desmorona feito duna de areia
levada ao vento

o vento dos egoísmos
e vaidades

o vento que sopra longe
aquilo que é real e profundo
e enfeita as superfícies das almas corrompidas.

O mundo dos produtos postos à venda

vende-se gente,
compram-se amores e amizades
A busca acelerada por aparências

Aonde o ser se apaga
Dando lugar ao ter

E as pessoas desenfreadas
Buscam aquilo que nem mesmo elas
Sabem o quê...

Quase tudo agora é descartável
- Serve-me um tempo
e jogo fora, porque agora
quero algo mais notável!

Os velhos perdem o valor
Todos ultrapassados
Porque o passado
Aonde o amor era toda a soberania de um reinado,
se acabou

Ainda sinto amor pelo rei
Meu grande rei
Aquele a quem eu dava a vida se precisasse

Sinto saudade dos velhos tempos
Grandes reinados

O meu cavalo,
companheiro das lutas,
me acompanhava até o fim

Hoje são carros,
Feitos de lata
Que nem se quer me olham

Tempo das coisas frias sem sentimento

Quando o amor se apresentava no coração
Buscávamos a sintonia
Dos mais nobres tratamentos

O carinho e a dedicação eram completos
E a vida se transformava
Em um caminho reto
Em busca da perfeição

Nova aurora se apresentava
O coração preenchia de amor

Pela mulher amada,
Pelos amigos
Por nosso rei
Pela nação!

Onde estão todos, nobres senhores?

Quero poder ter a nobreza de volta ao mundo
E a beleza que é a vida
Possa brilhar em realeza

Quero o amor entre os amigos
O compromisso da amizade
Se transformando em fortaleza

Amor ao rei
Fidelidade brotando do coração

Tempo de glória
Mundo ideal

Talvez um dia eu possa
Em humildade e merecimento
te renovar dentro de mim

Luta constante,
transformação

Um grande amor!
A realeza de um coração
Pela nobreza de um lar

Um comentário:

Brenda Cortez disse...

muito bom, como sempre.. abraço!